Praga
Segundo o Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, Minas Gerais ocupa o primeiro lugar no ranking da dengue ao responder, atualmente, por em cada três casos prováveis da doença contabilizados em todo o país. Desde o início de 2024 já são mais de 464 mil registros. Enquanto isso, Uberaba segue na espera para que o governador “amigo da cidade”, Romeu Zema, providencie a prometida vacinação das crianças entre 10 e 14 anos.
Pode piorar
De acordo com o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, o número é ainda maior. Até agora já foram contabilizados 535.071 casos prováveis de dengue e 71 mortes foram confirmadas. Um total de 78.790 doses da vacina, que é parte das estratégias de combate à doença, foram distribuídas entre 22 municípios, sendo nove municípios da região de Saúde de Coronel Fabriciano/Timóteo e 13 da região de Saúde de Belo Horizonte/Nova Lima. Contrário à promessa do governo estadual, Uberaba não está na lista das primeiras cidades que receberam o imunizante.
Não é só
A microrregião de Uberaba não tem sequer previsão de receber as vacinas contra a Dengue para imunizar o público prioritário. A verdade é que mesmo para quem pode pagar R$450,00 por dose (são duas), o imunizante está em falta na rede privada local. A expectativa das clínicas é que ele chegue em algumas semanas. Enquanto isso, no que depender do governador mineiro, as mortes continuarão contando apenas com a fé e a “conscientização popular” para serem evitadas.
Foto: Divulgação/PMU/Flickr
Não dá
Ciente de que não pode contar apenas com a boa vontade de Deus para enfrentar a dengue na cidade, a prefeita Elisa Araújo (Solidariedade) está reforçando as ações do governo municipal no combate à doença e anunciou que vai utilizar drones para fiscalizar, identificar e eliminar focos de seu transmissor, o mosquito aedes aegypti.
Tem mais
Além da parceria com um fornecedor de drones agrícolas, a prefeita Elisa Araújo também afirmou que, já no próximo mutirão, uma empresa do setor de materiais para construção vai proporcionar ao município mais caminhões e máquinas para a retirada de lixo e entulhos que servem de criadouro para o mosquito da dengue. Até mesmo o uso de um mosquito geneticamente modificado em laboratório para só produzir filhotes machos está nos planos da chefe do executivo municipal para breve.
Intolerância
Pré-candidata ao legislativo nas próximas eleições municipais, a petista Patricia Melo (foto) utilizou suas redes sociais para repudiar pichação realizada no muro externo da residência de uma professora na cidade. A inscrição, que já foi apagada, dizia: “Fora PT”. Boletim de ocorrência foi registrado e a ex-candidata a prefeita e a deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores cobrou das autoridades a punição dos responsáveis pelo ato de intolerância política.
Foto: Reprodução/Instagram/@patriciamelobrasil
Basta
O vereador Paulo César Soares, que atualmente está filiado ao PcdoB, usou a Tribuna da Câmara Municipal de Uberaba para repudiar as ações de vandalismo motivadas por intolerância política. Apesar da não identificação do(s) autor(es) da pichação, uma vez que a casa não possui Câmeras de Segurança, China atribuiu o ato de vandalismo a integrantes do grupo de extrema-direita da cidade.
Leão
A partir da próxima sexta-feira (15/3), os contribuintes que tiverem a conta gov.br, nas modalidades ouro ou prata, já poderão baixar a declaração pré-preenchida do Imposto de Renda 2024, ano-calendário 2023, para a prestação de contas à Receita Federal. A data limite para a entrega é o dia 31 de maio.
Boa
Por falar nisso, a Câmara dos Deputados aprovou ontem (12/3), o Projeto de Lei que isenta do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) contribuintes que recebem de valores até dois salários mínimos (R$ 2.842,00) por mês. Ainda falta a análise do Senado Federal.
Toma lá
Parlamentares da oposição, em especial do Partido Liberal (PL), classificaram a proposta de isenção do IR como um verdadeiro “estelionato eleitoral”. Afinal, ainda em campanha, o agora presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometeu que a isenção alcançaria até aqueles que ganham R$ 5 mil/mensais. A última atualização havia sido feita pela presidente Dilma Roussef (foto), em 2015.
Foto: Reprodução/Instagram/dilmarousseff
Da cá
O deputado Bohn Gass (PT-RS), em resposta à bancada do PL, lembrou que, na campanha de 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro prometeu cinco salários mínimos de isenção no Imposto de Renda (o equivalente a atuais R$ 7.060) e não cumpriu a promessa em seus quatro anos de mandato. Aliás, o ex-presidente liberal não promoveu um único reajuste na tabela do Imposto de Renda em seus quatro anos de governo.
Chegaremos lá
Ainda em clima quente no Plenário da Câmara dos Deputados, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) ressaltou que, contrário ao governo anterior, até o final de seu mandato o presidente Lula promoverá a isenção do IR para aqueles com remuneração de até R$ 5 mil/mensais. Oremos!
Reconhecimento
Não se pode negar, porém, que a direita também tem apresentado projetos interessantes para reduzir a carga tributária. Um deles encontra sua origem em Minas Gerais. O Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode isentar veículos com 20 anos ou mais de fabricação do pagamento do IPVA, o famigerado Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.
Foto: Reprodução/Instagram/cleitinhoazevedo
Duro
Atualmente, cada Unidade Federativa adota uma regra em relação à imunidade tributária determinada pela idade do veículo. Há estados concedem a isenção com 10, 15, 18, 20 ou 30 anos de fabricação Em Minas Gerais não há imunidade por idade do veículos. Porém, enquanto os donos de carro velho não aguentam mais a alta carga tributária mineira, Romeu Zema preferiu foi “aliviar” o IPVA para as locadoras de veículo, um benefício que segundo os deputados de oposição pode causar prejuízos de até R$1 bilhão para os cofres públicas. Adivinha quem vai pagar essa conta!
Frase
“Se o imposto no cigarro é para desestimular o uso do fumo. O Imposto de Renda é para desestimular o trabalho?”
(Sérgio Paschoal)

