Prefeitura e SRU preparam lançamento de primeira horta comunitária

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O Governo Municipal, por meio da Secretaria do Agronegócio (Sagri), e o Sindicato Rural de Uberaba vão lançar, ainda neste primeiro semestre, o Projeto Hortas Comunitárias. O bairro escolhido para receber o primeiro piloto desta modalidade de horta é o Residencial Morumbi.

Além da Sagri e SRU, o projeto envolve ainda as pastas do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social. Em reunião, agora em março, os integrantes da proposta definiram que a primeira horta comunitária será desenvolvida em terreno público situado na rua Zaida Facure Dib, entre o Centro de Referência de Assistência Social – Cras Morumbi e o Centro de Educação Infantil Tia Betinha. A área de 1500 m² será toda cercada com alambrado, além de dispor de um container e poço artesiano.

O próximo passo agora, disse o secretário do Agronegócio, José Geraldo Celani, será a análise do solo, seguido de serviço de gradagem da área. “Posteriormente faremos a calagem, que é a correção do solo com calcário e, depois, construiremos os canteiros. A adubação será com esterco e compostagem”, disse. Ele enfatizou, ainda, que a proposta é de trabalhar produtos sem agrotóxicos, o chamado SAT, que dispõe até de certificado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

A definição dos participantes, complementou José Geraldo, ficará a cargo da Seds, através da equipe do Cras Morumbi, em conjunto com a assistente social da Sagri, Maria de Fátima Freitas Vieira. “A ideia, a princípio, é reunir entre oito e dez famílias daquela região da cidade para tocar a horta”, explicou o secretário, que informou que o projeto também vai contemplar moradores de bairros rurais.

De acordo com a assessora de Projetos do SRU, Raquel Ribeiro, o projeto das Hortas Comunitárias surgiu após ela e o secretário conhecerem a iniciativa modelo em Maringá (PR). “A nossa meta é de montar cinco hortas até o final de 2023, sendo que duas entrarão em operação ainda em 2022 e as outras três, no próximo ano.” Raquel acentuou que a proposta é de cunho social, além de ocupar áreas ociosas no perímetro urbano. “Além de gerar alimentos às famílias, a expectativa é de que a horta proporcione renda complementar aos participantes, podendo ainda beneficiar instituições filantrópicas na cidade e mesmo as escolas”, realçou.

Raquel Ribeiro explicou que a direção do Sindicato Rural irá atrás de empresários parceiros para bancar os custos do projeto, como infraestrutura, insumos e sementes, dentre outros. “Por isso, é fundamental ter um orçamento completo dos gastos de cada horta e mesmo de uma estufa para produção de mudas, projetada para funcionar no Horto Municipal, sob responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente.”
A assessora disse, ainda, que o projeto da estufa é paralelo ao das hortas e não impede a abertura dos primeiros modelos de hortas comunitárias já de imediato.

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