Mozart Jr.
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Sai governo, entra governo, seja de direita ou esquerda, aliás, isso no Brasil beira a piada, são tantas letrinhas representando partidos que, a questão ideológica é apenas um detalhe sem importância nenhuma por aqui.
O governo anterior se curvou ao centrão para poder manter a governabilidade e dali saíram tantos escândalos que culminaram em sua derrota, a primeira de um presidente que tentava a reeleição.
O fisiologismo é o que permitiu a alguns partidos, de liderança no mínimo duvidosas, aparelhasse ministérios, secretarias e outros órgãos governamentais.
Apesar do discurso de moralidade, aliás, é o de todos, as situações estão escancaradas, na saúde, questão ambiental entre tantas outras.
Mas, rei morto, rei posto, o problema é a corte, ela segue sendo a mesma e articula como nunca, aprendeu a manipular para ter poder, o verdadeiro poder…
Essa semana, Minas Gerais ficou perplexa ao descobrir que um ortopedista havia sido indicado para o conselho da Cemig, é, é isso mesmo, o governo do intocável Zema, colocando um ortopedista na Cemig, claro que não é um ortopedista qualquer, afinal, para ser nomeado para diretor adjunto de projetos especiais da Cemig, tinha que ter um algo mais… não, não é o fato dele ser ortopedista infantil, mas sim, o fato de ter sido vereador em Belo Horizonte… afinal o partido NOVO, outras letrinhas, também gosta de algumas coisas bem antigas…
Já o governo federal, esse parece ignorar todo o passado, tudo o que enfrenta de resistência e os porquês…
Bastou o presidente Lula falar que era necessário agilidade para preencher cargos do segundo escalão, para que o governo começasse a caminhar finalmente, para que alguns oportunistas de plantão pusessem as manguinhas de fora e isso, com anuência de alguns ministros de Estado.
Certos setores são estratégicos para qualquer governo, mas o são muito mais para o fisiologismo, o ministério dos transportes então, é uma verdadeira menina dos olhos dos partidos especialistas no fisiologismo, o MDB, outras letrinhas, é o campeão no quesito ao longo da história.
Vale lembrar que, o Dnit, órgão subordinado a esse ministério, tem longo histórico junto ao Ministério Público e também a Polícia Federal, uberabenses sabem bem disso.
Um órgão que pela lógica e isso aconteceu no governo anterior pelo menos, deve ter ligação com profissionais de engenharia, mas…no Brasil, ah (!)o Brasil, aqui no Rio de Janeiro, nomearam um ex-conselheiro do TCM, este, renunciou antes de assumir.
Ao descobrir que estaria engessado, não poderia colocar pessoas de sua confiança nos cargos subordinados, ele declinou do convite.
Na Bahia, um funcionário de carreira, com histórico de serviços prestados, homenageado inúmeras vezes pelo governo baiano pela excelência à frente do cargo, por ordem, isso mesmo, ordem de um deputado do MDB, mais precisamente, o deputado Ricardo Maia que, exigiu a nomeação de um ex-vereador da cidade de Ribeira do Pombal, esse ex-vereador é advogado e essa escolha causou revolta entre os servidores do Dnit, assim como de associações de engenheiros do estado da Bahia.
O Crea –BA se manifestou e declarou entender o interesse político na nomeação , mas o negligenciamento da questão técnica foi o que incomodou, não só o conselho como outras associações de engenheiros.
Órgãos de imprensa da Bahia tentaram falar com o deputado que, simplesmente ignorou e fez valer sua vontade.
Aqui e no Rio de Janeiro, ficam duas questões, será que o governo do PT não aprendeu nada com os erros passados?
Saindo do Dnit, passamos por nomeações feitas também em Brasília, ali também, reclamam petistas históricos, estão sendo nomeadas pessoas sem o mínimo histórico de serviços prestados ao país, sem a mínima preocupação com qualificação técnica.
Mais uma vez, o que se desprende é que o governo resolveu atender as demandas de interesse puramente políticas em detrimento daquele que era o objeto de seu discurso, o povo.
Agora é aguardar até onde vai o lastro desse governo com aqueles que o elegeram, a expectativa é grande para se saber para onde caminhará nos quesitos que são mais caros aos seus eleitores e também na resposta que dará àqueles que o veem com profunda desconfiança.

