Imagem ilustrativa
Policiais militares compareceram em uma escola particular para registrarem uma ocorrência de atrito verbal, após uma adolescente com transtorno espectro autista ser retirada fora de sala de aula. O caso será investigado.
Segundo informações apuradas pela Folha Uberaba, a situação aconteceu em uma escola no bairro Abadia, onde as equipes da Polícia Militar compareceram após solicitação dos pais da adolescente de 16 anos. No local, o genitor relatou que recebeu uma ligação da filha que possui transtorno espectro autista nível I, associada à TDH e ela informou ao genitor que tinha sido expulsa da sala de aula. A jovem que estava bastante nervosa, contou que o diretor pedagógico, inclusive, não teria autorizado nem mesmo ela realizar a ligação para os pais.
Ele juntamente com a esposa foi até o colégio a fim de buscar a filha, e foram informados pelo coordenador pedagógico que se ele tivesse buscando a filha por aquele motivo que ele estava pensando (o qual era; a aluna utilizar o aparelho celular para ouvir música), não seria necessário pois a situação já estava resolvida.
Ainda foi relatado pelo pai que, ouve ameaça de que se ele retirasse a filha antes do final da aula, a aluna seria suspensa por cinco dias e posteriormente o representante acrescentou que eles já poderiam procurar outra escola para fazer a transferência da menina. Os policiais militares conversaram com o coordenador pedagógico, ele relatou que o professor de geografia repassou a ele que, a aluna estava utilizando fone de ouvido devidamente ligado e que ao perceber pediu para ver o aparelho celular da estudante, onde estava sendo reproduzido de uma playlist em inglês, fato que não é permitido.
De acordo com o coordenador, diante desta situação a aluna foi colocada em uma sala anexa da coordenação, juntamente com outros dois alunos sendo repassada uma atividade. Ele disse que a jovem pediu para ligar para os pais, o que foi negado, uma vez que não haveria necessidade da presença dos pais e que a aluna estava aparentemente tranquila, mas após passar um tempo ela pediu para ir ao banheiro e somente saiu quando os pais já estavam na porta da escola exigindo a liberação dela.
A psicóloga da escola relatou em conversa com os policiais que, a instituição de ensino possui um núcleo de atendimento a alunos com necessidades especiais e que foi repassado apenas que a aluna necessitaria de fones para supressão de ruídos e que também não seria necessário a utilização do aparelho celular em sala de aula para reprodução. Os representantes da escola ainda alegaram que não foi entregue nenhum documento com prescrição médica sobre o uso do fone e ao final, eles pediram desculpa aos pais por terem se exaltado durante os fatos e que será melhor alinhado com os professores para melhor adequação as necessidades da estudante. Os policiais militares fizeram o registro da ocorrência e o caso será investigado pela Polícia Civil.

