Pra valer!
Desde a abertura do prazo para a realização das convenções partidárias, o que ocorreu no último dia 20/7, a Justiça Eleitoral de Minas Gerais já recebeu 70 pedidos de registro de candidatura a prefeito em todo o estado, às quais se agregam mais de 1,5 mil solicitações daqueles que pretendem concorrer a uma cadeira de vereador. Em Uberaba, o fim de semana foi movimentado neste sentido, pois o MDB homologou a dobradinha Tony Carlos e Franco Cartafina, enquanto o PDT definiu seus 22 candidatos a vereador e sinalizou apoio a Anderson Adauto na disputa pela Prefeitura.
Agora vai
A convenção do MDB, que também teve presença massiva de integrantes do PP, oficializou a candidatura de Tony Carlos (prefeito) e Franco Cartafina (vice) para concorrer à sucessão de Elisa Araújo no comando do Executivo municipal. A avó de Franco, Teresinha Cartafina, que compôs chapa na disputa majoritária com Tony Carlos na disputa em 2020, inclusive a contragosto do neto, que na oportunidade não aderiu ao projeto, também passou por lá, para dar sua bênção aos agora aliados.
Barba
A convenção do PDT, da vereadora oposicionista Rochelle Gutierrez, teve como objetivo homologar a chapa com os 22 nomes que irão concorrer a uma das cadeiras da Câmara Municipal de Uberaba. A candidatura para prefeito foi deixada em aberto na ata, pois uma definição depende da convenção do PV, que deve homologar o nome de Anderson Adauto para a disputa majoritária. Contudo, a parlamentar, que tem sido “uma pedra no calcanhar” da prefeita Elisa Araújo nos últimos meses, deixou claro que o partido caminhará com AA.
Arte: François Ramos
“Deu ruim”
Continua a repercutir de forma negativa uma cena da abertura das Olimpíadas de Paris. Na última sexta-feira (26/7) o uso de uma “caricatura” do quadro da “A Última Ceia”, de Leonardo Da Vinci causou mal-estar. A pintura, que é uma representação de Jesus junto com seus apóstolos, foi replicada com uma mesa formada com diversas drag queens conhecidas, como Nicky Doll, Paloma e Piche, tendo no centro a DJ Barbara Butch, militante feminista e lésbica assumida. Promovido sob o discurso da inclusão, o ato foi considerado um desrespeito por cristãos de todo o mundo.
Hein?!
Marcelo Hailer, da Revista Fórum, em matéria que no título afirma que a “Santa Ceia LGBT dos jogos olímpicos” inundou as redes sociais com “chorume de preconceituosos”, defende que para muitos foi apenas uma performance artística. Porém, para Júlio Riposatti, coordenador do Grupo Amigos da Solidariedade Cristã em Uberaba, esta é mais uma demonstração da Cristofobia crescente e da permissividade social em relação aos constantes ataques impostos à fé, às instituições religiosas e ao povo cristão: “Um desrespeito absurdo e injustificável!”
Unilateral
O deputado federal Nikolas Ferreira de Oliveira usou suas redes sociais para promover o seguinte desagravo: “Eu exijo respeito para todos, menos para os cristãos. Sou a favor de toda a diversidade, menos a de opinião. Eu obrigo que todos me tolerem, mas não tolero quem discorda de mim. Zombar de mim é crime, mas zombar da Igreja é meu direito. Prazer…militância LGBT”. As palavras dos parlamentar refletem a necessidade de uma reanálise dos limites à liberdade de expressão.
Imagem: Reprodução/Instagram/@mblivre
Reciprocidade
O Padre Josileudo Queiroz, conhecido em todo o Brasil pelos bordões “É muito é massa! É muito é paia!”, utilizados no trabalho de evangelização realizado em suas redes sociais, foi enfático ao registrar, em relação à abertura das Olimpíadas de Paris, que “estava tudo muito bonito, até o desnecessário acontecer: é preciso respeitar para ser respeitado”. Para ele, o que se viu foi um afronto à fé de bilhões de pessoas, pois: “A Última Ceia é para nós católicos a instituição da eucaristia, ou seja, Jesus nos entrega seu Corpo e Sangue como alimento. É a antecipação da sua cruz no Calvário”.
Como assim?
O pré-candidato do PL à prefeitura de Uberaba, Samir Cecílio Filho, questionou a incoerência da “caricatura” que afronta à fé cristã, caracterizada pelos organizadores como um gesto de reflexão e promoção da inclusão, frente à proibição de um surfista brasileiro competir nas Olimpíadas de Paris com uma prancha que tinha a pintura do Cristo Redentor: “É a ditadura das minorias! Uma vergonha! O espírito olímpico foi substituído por uma agenda global que acentua as diferenças e provoca a desunião dos povos ao incentivar o desrespeito contra bilhões de pessoas em razão de suas crenças e convicções”.
Educação
Samir Cecílio Filho afirma que um de seus objetivos caso chegue à chefia do Poder Executivo é promover o desenvolvimento, nas escolas do município, de uma educação universal, crítica e que se desenvolva em uma estrutura sem privilégios, pois todos merecem a qualidade como referência. “É preciso formar o indivíduo para o respeito à família, ao seu semelhante e à sociedade, pois cidadania é conceito que exige reciprocidade no exercício de direitos e obrigações”, arrematou ele.
Imagem: Reprodução/Instagram/@samirceciliofilho
Tem mais
Durante o programa “De Frente Pra Notícia” (Rádio JM), a presidente do PL/Uberaba, Ellen Miziara, reforçou esta perspectiva ao comunicador Paulo Garcia. De acordo ela o que se verifica nas Olimpíadas é uma afronta a valores essenciais. Ellen citou o caso da skatista brasileira Rayssa Leal, que ganhou a medalha de bronze ontem (28), e reproduziu em libras a expressão “Jesus é a verdade e a vida”, o que pode lhe render punição por ter ferido uma recomendação do Ministério de Esportes da França, que vedou aos atletas manifestações religiosas durante as competições. Contudo, a militância LGBT pode utilizar um símbolo cristão para ofender o povo cristão e dizer que isso é inclusão: “O que a gente tá vendo é uma inversão total de valores!”
Pois é…
O vereador Samuel Pereira (PMB), que integra a bancada evangélica da Câmara Municipal de Uberaba afirma que em que pese o necessário respeito à toda diversidade, emerge na democracia o dever da reciprocidade, inclusive no que se refere à fé cristã. “Eu repudio o que aconteceu na abertura das Olimpíadas de Paris (…) Cristo celebrou a ceia com os discípulos e este é um símbolo que deve ser respeitado”. A intolerância religiosa, segundo o parlamentar, deve ser combatida com a mesma intensidade e fervor que outras formas de preconceito.
Esquerda
No próximo sábado, dia 03, o PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) realiza (on-line) sua convenção para homologar a chapa pura que disputará a Prefeitura de Uberaba este ano. O advogado Adriano Espíndola Cavalheiro Rodrigues tentará pela quarta vez chegar à chefia do Executivo municipal. Ele já concorreu ao cargo de prefeito em 2000, 2004 e 2008. Sua companheira de chapa será Siméa Freitas.
Outros tempos
De acordo com Adriano Espíndola, um dos principais objetivos a serem perseguidos pela dupla do PSTU é promover um debate político na cidade e demonstrar para a classe trabalhadora de Uberaba que ela tem opção além daquelas ofertadas pelo contexto da polarização (lulistas e bolsonaristas), que segundo ele é ilusória, pois não existe muita diferença entre ambas, “não existe um governo que enfrente o sistema capitalista e priorize o trabalhador”.
Transporte
Adriano Espíndola afirma que uma de suas propostas passa pela necessidade de rever a situação do transporte coletivo urbano na cidade, pois além de remuneradas diretamente pelos usuários, que pagam uma tarifa muito alta, ainda recebem milhões em subsídios dos cofres públicos. A chapa pura do PSTU sabe das dificuldades financeiras que enfrentará para apresentar suas propostas à população, pois sua parcela do fundo eleitoral e 180 vezes menor, por exemplo, que aquela que recebe o PT.
Tem mais
Além de contar com recursos limitados, segundo o candidato a prefeito do PSTU, existem outros complicadores para a difusão das propostas da “esquerda questionadora”. Como exemplo Adriano Espíndola menciona a existência de um boicote imposto por grandes redes de televisão e a ausência de obrigatoriedade do convite à participação de todos os candidatos nos debates de rádio e TV. Para ele até mesmo a imprensa faz “ouvidos moucos para as nossas proposituras”.
Foto: Reprodução/WhatsApp
Frase
“Todo(a) brasileiro(a) tem o direito de crer e de não crer. E, se para os que creem, somos todos, homens e mulheres, imagem e semelhança de Deus, devemos ter olhos para reconhecê-lo no próximo, com respeito à diversidade da fé, diálogo, acolhimento e tolerância.”
(Desembargador Paulo Velten – TJMA)

