Uberaba -MG – Imagem ilustrativa
Como parte das ações do Fevereiro Roxo, a Prefeitura de Uberaba, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, promoveu nesta segunda-feira, 23, palestra voltada aos profissionais da Atenção Primária para ampliar o conhecimento e qualificar o cuidado às pessoas com fibromialgia. O encontro ocorreu no auditório do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba (SSPMU) e reuniu médicos, enfermeiros e demais trabalhadores da rede.
Com o tema “Fibromialgia: da dor à construção do cuidado”, a palestra foi conduzida pela médica reumatologista e especialista em dor crônica, fibromialgia e doenças autoimunes, Fernanda Barros Bittar, que destacou a importância do olhar atento e acolhedor aos pacientes que convivem diariamente com a dor.
Segundo ela, a escuta qualificada é essencial tanto no consultório quanto no ambiente familiar. “Sentir dor não é normal. Muitas pessoas sofrem em silêncio, sem buscar ajuda, porque a fibromialgia nem sempre apresenta sinais visíveis”, ressaltou.
Durante a apresentação, a médica explicou que o tratamento vai além do uso de medicamentos. Segundo ela, a prática regular de exercícios físicos, psicoterapia, mudanças no estilo de vida e acompanhamento multiprofissional são fundamentais para o controle dos sintomas e para a melhora da qualidade de vida. “Embora a condição não tenha cura, é possível manejá-la com constância e comprometimento, permitindo que o paciente tenha uma vida mais ativa e equilibrada”, explicou Fernanda.
A palestra teve como objetivo sensibilizar as equipes de saúde para um atendimento mais integrado, fortalecendo o trabalho conjunto entre os profissionais da rede municipal. Para a especialista, a união entre as equipes é decisiva para garantir um cuidado contínuo, humanizado e eficaz às pessoas com dor crônica.
Além da fibromialgia, o encontro trouxe informações sobre o lúpus, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado dessas doenças crônicas.
Cabe destacar que pacientes com fibromialgia podem solicitar junto à Unidade Básica de Saúde mais próxima de casa, a Carteira de Identificação da Pessoa com Fibromialgia (CIPF), documento gratuito que garante atendimento prioritário em serviços públicos e privados, reconhecendo a dor crônica como deficiência oculta.

