PC realiza 3.ª fase da operação “Martelo Virtual” e prende vários criminosos

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Vídeo: Divulgação

Policiais civis de Uberaba e região realizaram as prisões em vários estados

Policiais civis de Uberaba e Frutal realizaram mais uma fase da operação Martelo Virtual contra acusados de estelionatos, fraudes cibernéticas e o famoso “golpe do leilão”. Mais de dez pessoas foram presas até o momento, veículos apreendidos e mais de R$ 18 milhões em bloqueios de contas dos envolvidos.

Conforme informações apuradas pela Folha Uberaba, a 3.ª fase da operação foi coordenada pelo delegado de fraudes de Frutal, João Carlos, e contou com o apoio do delegado Cezar Felipe, chefe do 5.º Departamento de Polícia Civil de Uberaba. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes cibernéticas, com foco no “golpe do leilão”, além de atuar em esquemas de lavagem de dinheiro e sonegação tributária.

Nessa fase, a 1.ª Vara Criminal da Comarca de Frutal expediu seis mandados de prisão preventiva e dez de busca e apreensão. As ordens judiciais foram cumpridas no estado de São Paulo, nas cidades de São Paulo, Santo André, Boituva e São Caetano do Sul, além de cidades dos estados do Rio de Janeiro (RJ) e Paraná (PR).

O balanço geral das investigações revelou números exorbitantes, sendo que, apenas nos últimos cinco anos, a quadrilha movimentou cerca de R$ 520 milhões em créditos e débitos, dados confirmados após a quebra de sigilos bancário e fiscal. A Justiça determinou o bloqueio patrimonial do grupo até o limite de R$ 260 milhões. Até o momento, as forças de segurança já efetivaram o bloqueio e a apreensão de exatos R$ 40.995.427,00. Entre os bens retidos estão valores em contas bancárias, imóveis, veículos e jet skis.

Considerando as três etapas da operação, 56 pessoas já foram investigadas, com 36 mandados de prisão preventiva e 77 de busca e apreensão expedidos. A polícia também identificou mais de 30 empresas de fachada criadas pelo grupo para lavar o dinheiro ilícito.

As investigações da nova fase apontaram um desdobramento grave: o possível vínculo dos investigados com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Foi identificada, ainda, a ligação da quadrilha com indivíduos presos na Operação Carbono Oculto, investigação de repercussão nacional que desvendou um esquema de lavagem de dinheiro para a facção por meio de postos de combustíveis ligados a uma empresa de petróleo.

Segundo a PC, as investigações continuam e mais pessoas ligadas ao grupo podem ser identificadas e presas nas próximas fases.

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