Advogado uberabense é alvo de investigação que apura fraude milionária no estado de SC

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Foto: Divulgação

Policiais civis cumpriram ordem judicial em condomínio de luxo em Uberaba

Um advogado uberabense está sendo investigado pela Polícia Civil, suspeito de participação em um esquema criminoso de fraude e estelionato no estado de Santa Catarina (SC). Ordens judiciais foram cumpridas na casa do abordado no município.

Conforme informações preliminares apuradas pela Folha Uberaba, a operação foi realizada pela Polícia Civil do Estado de Santa Catarina (PCSC) para investigar o esquema de fraudes e superfaturamento em cirurgias custeadas pelo SC-Saúde, empresa que gere o plano de saúde dos servidores estaduais daquele estado.

As investigações começaram após uma auditoria do Governo do Estado catarinense apontar irregularidades em procedimentos médicos de coluna por via endoscópica.

A apuração apontou que o grupo se aproveitava de negativas administrativas do plano de saúde para “judicializar” pedidos de cirurgia e, na sequência, segundo a investigação, eram apresentados na justiça orçamentos de próteses e materiais especiais com valores acima do mercado.

Conforme os policiais, médicos envolvidos indicavam fornecedores que aparentavam ser diferentes, mas pertenciam ao mesmo grupo econômico, e a suspeita é que a estratégia usada era para “simular concorrência” e dar aparência de regularidade aos valores cobrados, sendo que em um dos casos analisados um fato chamou a atenção dos investigadores.

Conforme relatório, um procedimento que custaria R$ 29 mil teve o pagamento judicial superior a R$ 600 mil para o mesmo diagnóstico.

De acordo com a PCSC, a Polícia Civil, até o momento, a análise realizada em 33 cirurgias mostrou um prejuízo estimado de cerca de R$ 6 milhões. A operação foi conduzida pela delegacia de combate à corrupção da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC/SC) e os policiais civis cumpriram 31 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e em outros estados. O foco principal da operação foi a cidade de Florianópolis, além das diligências em Palhoça e Joinville.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, também houve ordens judiciais de cumprimento de mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte, em um condomínio de luxo às margens da rodovia AMG-2595 (antiga Avenida Filomena Cartafina), em Uberaba, na casa de advogado, na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ) e no estado do Tocantins (TO).

Segundo a PCSC, o grupo investigado era formado por empresários, médicos, advogados, e não havia, até o momento, indício de participação de servidores públicos no esquema.

A Polícia Civil informou que o prejuízo pode aumentar com o avanço das investigações. Além das buscas na vara estadual de organizações criminosas, a justiça autorizou a apreensão de 35 veículos, duas motos aquáticas e uma embarcação. A decisão também determinou a indisponibilidade de bens e valores dos investigados de até R$ 10 milhões e as medidas cautelares ainda proíbem cinco empresas investigadas de ter contato com o Estado de Santa Catarina.

A operação contou com o apoio das delegacias especializadas DECOR e policiais civis de MG e RJ, e os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa e estelionato majorado. Todos os materiais apreendidos serão periciados pela Polícia Científica e analisados para identificação das condutas e de possíveis novos envolvidos.

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