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Documentos e materiais foram apreendidos na casa da investigada
Uma mulher suspeita de participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes foi alvo de uma operação policial em Uberaba. Documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos com a investigada.
Conforme informações apuradas pela Folha Uberaba, a segunda fase da Operação Glifosato foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais do 5º Departamento de Polícia Civil, em Uberaba, com o objetivo de aprofundar as investigações contra uma organização criminosa especializada em roubos, furtos, receptação de defensivos agrícolas e lavagem de dinheiro.
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após um roubo ocorrido em 14 de fevereiro de 2022, na rodovia MGC-646, em Sacramento. Na ocasião, dois trabalhadores transportavam aproximadamente cinco mil litros de defensivos agrícolas, avaliados em cerca de R$ 200 mil, quando foram interceptados por criminosos que ocupavam um veículo Ford Ka.
Durante a ação criminosa, um dos autores efetuou um disparo de arma de fogo para intimidar as vítimas, obrigando-as a interromper a viagem. Em seguida, a carga foi subtraída pelo grupo criminoso.
O trabalho investigativo permitiu localizar, poucos dias depois, o caminhão utilizado no transporte da carga roubada, que estava escondido em um galpão na cidade de Uberaba. A partir da recuperação do veículo, a Polícia Civil avançou na identificação dos envolvidos e revelou a existência de uma organização criminosa estruturada, com atuação em diversas regiões de Minas Gerais.
Ao longo das investigações, foram identificados os integrantes do grupo, bem como o sofisticado esquema utilizado para a prática de crimes patrimoniais e para a ocultação dos valores obtidos ilicitamente. Relatórios produzidos pela equipe investigativa apontaram que a organização movimentou aproximadamente R$ 166 milhões entre os anos de 2019 e 2022, valores supostamente provenientes de atividades criminosas.
Em outubro de 2024, a primeira fase da Operação Glifosato resultou na prisão de 26 investigados, na apreensão de 69 veículos, incluindo automóveis de luxo, no sequestro judicial de 32 imóveis e no bloqueio de milhões de reais em bens e valores.
Ainda segundo os agentes, com o avanço das apurações, um novo inquérito policial foi instaurado para identificar outros possíveis integrantes da organização criminosa. Nesse contexto, os investigadores identificaram uma mulher de 29 anos, companheira de um dos investigados, que apresentava indícios de atuar como interposta pessoa, popularmente conhecida como “laranja”, em operações financeiras ligadas ao grupo.
Conforme os levantamentos realizados, a investigada movimentou mais de R$ 1 milhão em um período de três anos, valor incompatível com sua capacidade financeira aparente, o que passou a ser objeto de apuração pelos investigadores.
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela expedição de mandado de busca e apreensão domiciliar, medida que contou com parecer favorável do Ministério Público e foi deferida pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Frutal.
Os policiais civis da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Rurais cumpriram a ordem judicial na residência da investigada. Durante as buscas, foram apreendidos documentos e aparelhos eletrônicos que poderão contribuir para o aprofundamento das investigações e para a identificação de outros envolvidos no esquema criminoso.
A Polícia Civil destacou que as investigações permanecem em andamento e que novas medidas poderão ser adotadas para a responsabilização de todos os integrantes da organização criminosa e a recuperação dos ativos obtidos por meio das atividades ilícitas.

