Jorn. François Ramos
Rachadinha
Ministério Público de Minas Gerais formalizou denúncia por crime de “Rachadinha” (tráfico de influência) contra o ex-presidente do PMN em Uberaba, Gleibe Terra Júnior. As investigações promovidas pelo promotor José Carlos Fernandes Júnior, em face político, foram motivadas por divulgação, nas redes sociais, de um áudio que registrava suposta conversa entre o denunciado e um engenheiro civil, indicando a ocorrência do delito.
Fifty
No áudio, voz atribuída à liderança partidária, solicitava, para garantir a nomeação do engenheiro civil em cargo da Prefeitura de Uberaba (Secretaria de Serviços Urbanos), contrapartida materializada na transferência mensal de metade do salário que seria pago ao profissional. Valor este, que, em tese, seria destinado ao partido.
Nada disso
Para o titular da Promotoria de Justiça da Defesa do Património Público, Gleibe Terra Júnior se aproveitou de sua condição enquanto líder partidário, uma facilitadora de trânsito com agentes políticos, em flagrante prática de tráfico de influência. De acordo com José Carlos Fernandes Júnior (Foto) o engenheiro civil, classificado como vítima na investigação, confirmou a autenticidade do áudio.

Foto: Divulgação
Socorro
Se o Brasil é um país que provoca em seu povo a sensação de não ter conserto, Minas Gerais faz questão de ser liderança também neste quesito. Desde a sua campanha eleitoral, o governador “liberal” Romeu Zema defende a privatização da Cemig. O que isso trará de bom para o povo? Bem, por enquanto a promessa é de uma conta ainda mais cara e, claro, piora da qualidade na prestação de serviços.
Absurdo
A população de Uberaba já conhece os efeitos da política liberal de terceirização de serviços pela Companhia Energética de Minas Gerais. Na lista de consequências para saciar a “fome” dos investidores, estão a demora no restabelecimento de energia (seja a demanda decorrente de um acidente ou motivada por corte indevido), piora no atendimento das demandas de reparo, dificuldade para conseguir efetivar novas ligações (são dias de espera), cortes de energia sem notificação prévia e por aí vai.
Então tá…
A alegação do governador Romeu Zema é de que a privatização das estatais resolveria a questão fiscal do Estado. Contudo, para o consumidor, além de contas mais caras para bancar aumento contínuo de lucros dos acionistas, a venda da Cemig acarretaria redução de investimentos em pessoal. Se o atendimento já é ruim hoje, imagine só!
Segue dama
A privatização da Cemig também pode colocar fim a tarifa social e dificultar a eletrificação rural. Para o povo mineiro é prejuízo na certa. Mesmo assim, o governador quer vender uma empresa que reportou lucro líquido de R$ 1,245 bilhão somente no segundo trimestre deste ano, ou seja, quer entregar para a iniciativa privada uma “galinha” com ovos de ouro ilimitados. Logo, o fundamento maior da política liberal em Minas Gerais continua sendo: O povo que se lasque!
Inovação
O empresário Walter Carvalho Marzola Faria, na foto recebendo, das mãos do vereador Tulio Michelli, o título de cidadania, uma Iniciativa aprovada pela Câmara Municipal de Uberaba (CMU), continua a inovar. O proprietário do Grupo Petrópolis, responsável pela produção de cervejas como Itaipava e Petra (entre muitas outras) pretende transformar Uberaba em polo produtor de Lúpulo, ingrediente responsável por proporcionar aroma e sabor à bebida.
Foto: Rodrigo Garcia (Divulgação/CMU)
Desenvolvimento

Na solenidade em que recebeu a homenagem da CMU, o empresário anunciou que já está com uma área plantada de 2 hectares em fase de testes. Segundo Walter Faria, apesar dos desafios que este tipo de cultivo envolve no Brasil, os resultados em Uberaba estão sendo favoráveis. A expectativa é expandir para 67 hectares. Importante lembrar que atualmente 99% do lúpulo, insumo essencial para a fabricação da cerveja, é importado, oriundo principalmente dos EUA e da Alemanha.
Novidade
Walter Faria também anunciou que, em breve, o Grupo Petrópolis passará a produzir, em Uberaba, um novo refrigerante. Em teste cego com a nova bebida gaseificada, os voluntários não conseguiram distinguir entre ela e um dos “refris” mais consumidos no Brasil e no mundo. A expectativa em relação é receptividade do produto pelo mercado é positiva.
Errou feio
A falta de capacitação de alguns educadores, somada à falta de compromisso de muitas escolas, continuam a proporcionar episódios que atentam contra o que há de mais essencial no ser humano, sua dignidade. Esta semana, instituição de ensino privada de Uberaba se envolveu em ocorrência policial que demonstra essa realidade.
É sério?
Nem mesmo a informação prévia (e não recente) pela família, comprovada junto à escola por documento médico que atesta a condição de aluna como portadora de TEA, foi suficiente para impedir que Professor de Geografia, de uma escola particular da cidade, colocasse para fora da sala de aula uma estudante autista que estava com fone de ouvido. O equipamento é utilizado por ela para diminuir a captação do ruído da sala, que é prejudicial à sua concentração.
Importa?
A sucessão de absurdos no caso, de acordo com os pais da vítima, incluiu a retenção da menor pela instituição de ensino após o incidente, motivo pelo qual a PM foi acionada. A coordenação da escola, contrariando o ECA e o bom senso, teria se recusado a deixar a adolescente ir embora com a família (por ela acionada pelo celular) antes do término das aulas. A insistência da família em levá-la, rendeu ainda uma ameaça de suspensão de cinco dias. Comportamento no mínimo estranho, já que a estudante tinha sido colocada para fora da sala de aula. Contudo, este fato não pareceu importar na ocorrência, que também foi acompanhada por advogado.
Preconceito
Além da informação sobre a finalidade sobre o uso do fone não constar do REDS, que foi lavrado “in loco” por uma guarnição da PM, pessoas que acompanharam a movimentação teriam ouvido um dos militares dizer que é “um absurdo autista querer estudar em escola particular”, frase que além do preconceito estaria eivada de sarcasmo daquele que, em tese, estaria ali apenas para assegurar o cumprimento da lei.
Catédra
A escola justificou a punição com o fato de a aluna estar, por suposto, ouvindo músicas em inglês. Se a versão do professor estiver correta uma questão emerge: seria um fone de ouvido ou uma caixa bombox amplificada, o equipamento que estava sendo utilizado pela adolescente? Dependendo da resposta, a capacidade auditiva deste mestre deveria ser estudada pela NASA. A outra alternativa aplicável ao caso, remete a um preciosismo de cátedra desnecessário e prejudicial à educação.
Frase
“Poucas pessoas são capazes de expressar com equanimidade opiniões que diferem dos preconceitos do ambiente social a que pertencem. A maioria das pessoas, aliás, não é capaz sequer de formar essas opiniões”.
(Albert Einstein)

