A Secretaria do Agronegócio (Sagri) pretende realizar, em todo começo de mês, a divulgação de boletim mensal com os principais dados pluviométricos registrados no município de Uberaba. A proposta é auxiliar, sobretudo, os produtores rurais nos seus cultivares.
A iniciativa faz parte do projeto de Monitoramento Pluviométrico das Áreas Produtivas em Uberaba, lançado no segundo semestre do ano passado, numa parceria entre o Governo Municipal e as usinas Delta, Uberaba e Vale do Tijuco. Nesta data estão sendo divulgados os dados pluviométricos acumulados de janeiro e fevereiro de 2022, sendo que os mesmos ficarão à disposição dos interessados no site da Prefeitura de Uberaba, aba do Agronegócio.
O geógrafo e diretor de Desenvolvimento Rural da Sagri, Matheus Alves, ressaltou que o boletim de janeiro apontou a ocorrência de chuvas bem distribuídas no Município. A menor precipitação foi de 175,20 milímetros, verificada na região do rio Grande e o maior índice, de 506,86 milímetros nos arredores de Peirópolis. A média de janeiro ficou em 343,33 milímetros, ligeiramente superior à média climatológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o período em Uberaba, que é de 323,70 milímetros.
Os números de fevereiro foram fechados neste começo de semana pela Secretaria do Agronegócio. O boletim revela que as chuvas continuaram bem distribuídas em Uberaba. A menor precipitação registrada foi de 146 milímetros, na região do Distrito Industrial 3 e a maior, de 388,50 milímetros, na Comunidade de São Basílio. A média do mês chegou a 247,63 milímetros, superior à média climatológica do Inmet para fevereiro em Uberaba, que é de 238,20 milímetros.
O geógrafo informou que os dados são provenientes de 25 estações climatológicas, sendo 24 pertencentes às três usinas parceiras, espalhadas em suas áreas de produção no Município, e uma do Inmet, localizada na Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). E referente ao total de estações, o técnico da Sagri enfatizou que em janeiro, 16 delas apresentaram índices acima da média climatológica (de 323,70 milímetros). Já em fevereiro, 12 das 25 estações apuraram precipitações acima dos 238,20 milímetros, média do Inmet para o período.
Ainda segundo Alves, as previsões são de que o fenômeno La Niña deverá continuar ocorrendo no trimestre março, abril e maio (77% de possibilidades). Mas por outro lado, salientou que há projeções também de que La Niña possa findar já no final deste mês, começo de abril. Matheus destacou que para o Brasil Central não se descarta a ocorrência de eventos com precipitações expressivas para este mês, sendo que temperaturas acima do normal estão previstas para o período.
Para o secretário do Agronegócio, José Geraldo Borges Celani, a proposta é de que, com o passar dos anos, seja formado um banco de dados robusto e com médias históricas, que servirá de ferramenta para nortear ações do agronegócio em nossa região. “Com os números à disposição, o produtor poderá, por exemplo, planejar melhor suas atividades agrícolas. Sem falar que estes dados também poderão ser utilizados por outros segmentos, como Meio Ambiente e Defesa Civil”, ressaltou Celani.

