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A Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba, por meio da Vigilância Epidemiológica, promoveu uma capacitação sobre o Programa Nacional de Triagem Neonatal (Teste do Pezinho), reunindo profissionais da rede de saúde de Uberaba e dos municípios que compõem a macrorregional e a microrregional de saúde.
O encontro aconteceu no anfiteatro do Centro de Educação e Tecnologia Ambiental (Ceta/Codau) e teve como foco a atualização dos profissionais responsáveis pela coleta e acompanhamento do exame.
A capacitação foi conduzida pela médica pediatra e endocrinologista Heloisa Marcelina da Cunha Palhares, pelo enfermeiro Adriano Sarreta e pela agente administrativa Marlene Santos Sabino, que compartilharam orientações e protocolos relacionados à triagem neonatal.
Durante o encontro, foram abordados aspectos técnicos fundamentais para a qualidade do exame, incluindo procedimentos de coleta, armazenamento e envio das amostras, além do fluxo de acompanhamento dos casos identificados. A iniciativa reforça o compromisso da Secretaria Municipal de Saúde com a qualificação permanente das equipes e a melhoria da assistência prestada aos recém-nascidos.
O Teste do Pezinho é uma das principais estratégias de saúde pública para a identificação precoce de doenças que, quando diagnosticadas e tratadas nos primeiros dias de vida, podem evitar complicações graves e contribuir para o desenvolvimento saudável da criança.
Em Uberaba, o exame é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser feito, preferencialmente, entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê. A coleta é feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e, para recém-nascidos internados, também nas maternidades do município.
Desde março deste ano, Minas Gerais passou a disponibilizar pelo SUS o painel ampliado mais completo do país para triagem neonatal, permitindo o rastreamento de 64 doenças. Entre elas estão hipotireoidismo congênito, fibrose cística, fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita, atrofia muscular espinhal (AME), imunodeficiências primárias, toxoplasmose congênita e hemoglobinopatias, incluindo a doença falciforme.
A SMS orienta que pais e responsáveis que não realizaram a coleta no período recomendado procurem a Unidade Básica de Saúde mais próxima o quanto antes. Embora exista um prazo ideal para a realização do exame, a testagem continua sendo importante para o diagnóstico e o acompanhamento adequado da criança.

