Codau finaliza desmontagem do sistema de transposição do rio Claro

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A Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) conclui nesta semana a desmontagem completa do sistema de transposição do rio Claro. Os equipamentos saem das margens do rio após seis meses instalados no local.

A cada temporada de seca, três motores movidos a diesel são levados para as margens do rio Claro. E a partir de 2020, o sistema passou a contar com mais dois motores elétricos submersos.

Nesta semana, o sistema de acionamento das duas bombas elétricas, incluindo todos os cabos elétricos, os transformadores e os quadros dos motores, foi retirado. Já os três conjuntos de motobomba a diesel foram desmontados no começo do mês.

Histórico – No dia 20 de junho, a Codau iniciou a transposição e seguiu com o rio Claro sendo usado até o começo de novembro. Na somatória desta temporada foram 124 dias de atividades. Este foi o mais longo período de operação, desde a instalação do sistema em 2003. Superou a seca de 2014, quando a transposição foi usada por 120 dias.

Nesta seca, no dia 20 de setembro, foi registrada uma das vazões mais baixas do rio Uberaba. Ele chegou a 620 litros/segundo, mesmo com o rio Claro acionado. No balanço final da operação, a Codau bombeou cerca de 4,7 bilhões/litros de água do rio Claro para o rio Uberaba. Mesmo com este estresse hídrico na estiagem, o consumo subiu em 23%, o equivalente a 70 mil pessoas a mais na cidade.

“E para enfrentar o período de intensa seca, a engenharia da Companhia estabeleceu um planejamento estratégico para que a distribuição de água fosse alcançada de forma homogênea para os bairros de Uberaba. Fizemos a abertura e o fechamento de todos os Centros de Reservação ao mesmo tempo. A partir de 6 de agosto, essas manobras foram iniciadas durante a madrugada e, em 17 de setembro, invertemos o horário para o dia. Por 48 dias seguimos neste planejamento e conseguimos superar a seca com equilíbrio e atendendo toda a cidade. A nossa engenharia teve sucesso em um ano muito difícil, com uma escassez hídrica histórica”, completou o presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho.

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