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RINS

Cerveja: amiga ou inimiga dos rins?

Mito ou verdade? Apesar da crença popular, a cerveja não faz bem aos rins. O efeito diurético do álcool aumenta a eliminação de líquidos, mas favorece a desidratação e pode sobrecarregar a função renal.

 

O que o álcool faz no organismo?

  • Inibe o hormônio antidiurético (ADH), aumentando a produção de urina.
  • Faz o organismo perder mais água do que repõe.
  • Provoca desidratação, e não hidratação.
  • O consumo frequente também está associado ao aumento da pressão arterial e a danos no fígado, coração e rins.

 

Cerveja ajuda a eliminar pedras nos rins?

Não. Especialistas alertam que essa é uma falsa crença.

  • A cerveja contém purinas, que elevam o ácido úrico e podem favorecer a formação de cálculos renais.
  • O álcool não dissolve nem facilita a eliminação das pedras.
  • Em casos de obstrução urinária, a bebida pode agravar dores, náuseas e outras complicações.
  • A perda excessiva de líquidos concentra a urina e aumenta o risco de novos cálculos.

Em resumo: cerveja não previne, não trata e não elimina pedras nos rins.

 

CAFÉ

Consumo moderado pode proteger o coração

Uma declaração científica da American Heart Association (AHA) aponta que o consumo moderado de café pode integrar uma rotina saudável e estar associado à redução do risco de doenças cardiovasculares.

 

Qual é a quantidade segura?

  • Até 400 mg de cafeína por dia.
  • Equivale, em média, a 3 a 5 xícaras de café (240 ml).
  • Essa quantidade é considerada segura para a maioria dos adultos saudáveis.

 

Benefícios observados

Estudos associam o consumo habitual de café à redução do risco de:

  • Infarto;
  • AVC;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Fibrilação atrial;
  • Hipertensão;
  • Diabetes tipo 2;
  • Mortalidade por todas as causas.

Os benefícios parecem estar relacionados não apenas à cafeína, mas também aos antioxidantes e outros compostos bioativos presentes no café.

 

Pressão arterial

  • A cafeína pode elevar temporariamente a pressão em pessoas sensíveis.
  • No consumo habitual, o impacto costuma ser pequeno.
  • A resposta varia de pessoa para pessoa.

 

O modo de preparo importa

  • Cafés sem filtro (French Press, turco e fervido) contêm maior quantidade de cafestol, substância que pode elevar o colesterol LDL.
  • Café filtrado em papel e café solúvel praticamente não apresentam esse efeito.

 

Café e diabetes

Pesquisas também associam o consumo moderado da bebida à redução do risco de diabetes tipo 2.

 

Atenção aos energéticos

O maior alerta dos especialistas é para o excesso de cafeína proveniente de energéticos, cápsulas e pós concentrados.

Esses produtos podem:

  • elevar significativamente a pressão arterial;
  • favorecer arritmias;
  • aumentar o risco de complicações cardiovasculares graves.

Importante: os pesquisadores reforçam que os benefícios observados são baseados, principalmente, em estudos observacionais. Novas pesquisas ainda são necessárias.

 

HIDRATAÇÃO

Beber 2 litros de água por dia protege os rins?

A hidratação adequada é essencial para o bom funcionamento dos rins, mas não é capaz de tratar doenças renais já instaladas.

 

Benefícios da água

Uma boa ingestão de líquidos:

  • facilita a eliminação de toxinas;
  • dilui a urina;
  • reduz o risco de infecções urinárias;
  • ajuda a prevenir cálculos renais.

Pessoas com histórico de pedras nos rins podem necessitar de maior ingestão hídrica, sempre com orientação médica.

 

Como saber se está hidratado?

Um bom indicador é a cor da urina.

  • Clara ou levemente amarelada: hidratação adequada.
  • Escura: pode indicar necessidade de aumentar a ingestão de líquidos.

 

Água em excesso também pode ser prejudicial

Pacientes com:

  • doença renal crônica avançada;
  • insuficiência cardíaca;
  • distúrbios hormonais,

devem seguir orientação médica, pois o excesso de líquidos pode provocar sobrecarga circulatória e hiponatremia.

 

Os maiores inimigos dos rins

As principais causas de insuficiência renal continuam sendo:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes.

Controlar essas doenças, manter alimentação saudável, praticar atividade física e não fumar protege muito mais os rins do que apenas aumentar o consumo de água.

 

Diagnóstico precoce faz a diferença

Dois exames simples ajudam a identificar alterações renais antes do aparecimento de sintomas:

  • Creatinina no sangue;
  • Exame de urina.

Disponíveis no SUS, esses exames permitem detectar precocemente doenças que podem evoluir para diálise ou transplante.

 

CÂNCER COLORRETAL

Sangue nas fezes e alteração do intestino exigem atenção

Pesquisa do Hospital A.C. Camargo Cancer Center e da Nexus revela que muitos brasileiros reconhecem os principais sinais do câncer colorretal, mas ainda demoram para procurar atendimento médico.

O que mostrou o levantamento?

  • Oito em cada dez entrevistados consideram graves sintomas como sangue nas fezes e alteração do funcionamento intestinal por mais de um mês.
  • Mesmo assim, quase metade não procura assistência médica imediatamente.

Entre as pessoas que relataram sangue nas fezes:

  • 59% buscaram atendimento logo após perceber o sintoma.
  • 19% preferiram esperar que desaparecesse sozinho.
  • 10% adiaram a consulta por dias ou semanas.
  • 7% recorreram a remédios caseiros ou mudaram a alimentação.
  • 3% procuraram medicamentos na farmácia sem orientação médica.
  • 1% pesquisou na internet antes de procurar um profissional.

Exame ainda é pouco conhecido

O exame de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSO), um dos principais métodos para rastreamento da doença, ainda é desconhecido pela maioria da população.

  • 67% nunca ouviram falar do exame.
  • Apenas 11% já realizaram o procedimento.
  • O desconhecimento é maior entre jovens, homens e pessoas com menor escolaridade e renda.

Quando investigar?

Especialistas orientam procurar avaliação médica diante de:

  • sangue nas fezes;
  • alteração persistente do hábito intestinal;
  • dor abdominal frequente;
  • perda de peso sem causa aparente.

Diagnóstico precoce aumenta as chances de cura

A recomendação é iniciar os exames preventivos a partir dos 45 anos, ou antes, quando houver histórico familiar ou indicação médica.

Exames como a Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes e a colonoscopia permitem identificar lesões em fases iniciais, aumentando significativamente as chances de cura.

Números preocupantes

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar 53.810 novos casos de câncer colorretal por ano no triênio 2026-2028. A doença já ocupa a segunda posição entre os tumores mais frequentes no país, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

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