Elisa Araújo acompanha fórum do TJMG e assina convênio de amparo a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar

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Foto: Divulgação

A Prefeitura de Uberaba, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e a Universidade de Uberaba (Uniube) firmaram, nesta quarta-feira, 20, um importante convênio voltado ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. A assinatura ocorreu durante o 1º Fórum de Juízes e Juízas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fovid) do TJMG, em Uberaba.

No ato, estavam presentes a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, a desembargadora e superintendente da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Comsiv), Teresa Cristina da Cunha Peixoto, o juiz da Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Uberaba, Fabiano Garcia Veronez, a diretora do Foro e juíza do Juizado Especial da Primeira Unidade, Cíntia Fonseca Nunes, e a pró-reitora de Ensino Superior da Uniube, Maria Heliodora Collaço. A secretária de Desenvolvimento Social, Anna Maia, também participou do fórum.

A iniciativa reforça o compromisso conjunto das instituições com a proteção integral da mulher, ampliando o olhar para diferentes formas de violência, como a física, psicológica, moral e patrimonial, além de fortalecer estratégias de acolhimento, assistência e garantia de direitos às vítimas em situação de vulnerabilidade.

Durante o evento, também foi inaugurado o “Espaço Acolher”, ambiente criado especialmente para oferecer atendimento humanizado às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e seus filhos. O local foi planejado para proporcionar segurança, privacidade e suporte psicológico durante o pedido de medidas protetivas e ao longo dos processos judiciais.

O espaço representa um importante avanço na rede de proteção à mulher em Uberaba e nasce da união de esforços entre o Poder Judiciário, o Município e a Universidade. A proposta é garantir o acolhimento e a inserção imediata das vítimas na rede de proteção e assistência social.

“Quando uma mulher chega à rede de proteção, ela precisa encontrar mais do que um atendimento. Ela precisa encontrar acolhimento, escuta, segurança e apoio para reconstruir sua vida. Esse espaço representa exatamente isso: um ambiente humanizado, preparado para cuidar dessas mulheres e também de seus filhos, garantindo que elas tenham acompanhamento e suporte para romper o ciclo da violência com dignidade e proteção”, destacou a prefeita Elisa Araújo.

A discussão sobre políticas públicas e ações efetivas de enfrentamento da violência contra a mulher ganhou ainda mais relevância diante do cenário nacional. Dados apontam que 2025 registrou o maior número de feminicídios desde que o crime foi tipificado, em 2015, com uma média de quatro mulheres assassinadas por dia no país.

Diante dessa realidade, o fórum reuniu magistrados, representantes do sistema de Justiça, autoridades e profissionais da rede de proteção para debater estratégias robustas e integradas que assegurem o direito de toda mulher a viver sem violência, com dignidade, segurança e acesso à proteção.

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