Empresa apresenta às prefeituras da região nova tecnologia usada na conservação de estradas rurais

Compartilhe este post

A empresa Waterflows, de Mogi Mirim-SP, apresentou no sábado (4), a secretários e técnicos da Prefeitura de Uberaba, o pavimento ecológico à base de terra com polímero. A demonstração foi na estrada da “Biquinha”, entroncamento com BR-262, lado esquerdo do acesso ao Parque do Café.

A execução do serviço, em trecho de 100 metros, atraiu representantes de mais de 20 prefeituras da região, sendo que de Água Comprida o próprio prefeito Alexandre de Almeida fez questão de conferir de perto a nova proposta de pavimento para estradas rurais.

A demonstração foi coordenada por proprietários e técnicos da empresa, com participação também da Urcom, representante comercial do produto. Como explicou o presidente e engenheiro Newton Flávio de Vasconcelos, o produto usado no pavimento ecológico é o polímero, que é formado de nanopartículas com carga aniônica. “A emulsão funciona como um ligante, aglomerando as partículas do solo, formando uma base compacta e bastante impermeável”, disse ele.

Até a aplicação do polímero foi feito completo preparo do solo, que incluiu escarificação, umidificação e gradagem com espessura de 15 cm. Em seguida, o polímero foi misturado à água e à solução aspergida ao solo até ficar bem úmido. Depois, entraram a motoniveladora e a grade misturando o produto à terra e, por fim, os rolos compactadores, com a via liberada ao tráfego, imediatamente ao término do serviço.

Como informou o engenheiro da empresa, a cura acontece da superfície para a profundidade num prazo máximo de 15 dias, sendo o tráfego de veículos importante neste processo. Newton Vasconcelos enfatizou que a durabilidade do revestimento é de até quatro anos, desde que respeitada normas rodoviárias, como drenagem da via. Ele disse que o metro quadrado do polímero sai, atualmente, por R$42,00.

Nos 100 metros da demonstração, cuja largura é de 7 metros, o valor perfaz R$29.400,00, sem contar a operacionalização.

O secretário adjunto da Sesurb, Pedro Arduni , entende que toda tecnologia nova é bem-vinda, porém, é preciso avaliar primeiro o custo-benefício. “A princípio, tecnicamente, não dá pra dizer se o produto é bom ou não e se trará a diminuição dos serviços de manutenção das estradas”, declarou.

Igual pensamento tem o secretário do Agronegócio, Agnaldo Silva, que ressaltou a importância de o Município ficar atento a essas novas tecnologias a bem da melhoria da malha rural de Uberaba. Ele adiantou que a Prefeitura vai avaliar os custos do produto e toda a operacionalização (viabilidade econômica), se há benefícios, questão de durabilidade e, só depois disso, saber se vai adotar ou não o projeto em suas vicinais.

Do ato demonstrativo participaram também o titular da Sesurb, cel. Anderson Passos; o secretário de Meio Ambiente, Édno Silveira, e o adjunto da Sagri, José Geraldo Borges Celani, dentre outros dirigentes da PMU.

Confira outras notícias: