
Foto: Divulgação Agrishow
A Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina e principal palco de lançamentos e tendências para o agronegócio, será realizada de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto. O evento reforça seu peso no calendário do agro nacional. Mais do que uma exposição de máquinas, a feira funciona como um indicador do nível de investimento do produtor e do avanço da tecnologia na gestão das propriedades rurais.
Na edição de 2025, o evento movimentou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios, crescimento de 7%, além de registrar público recorde de 197 mil visitantes e mais de 800 marcas expositoras.

Digitalização consolidada
A edição 2026 marca a consolidação da agricultura baseada em dados. Pesquisa do setor aponta que:
91% dos produtores utilizam GPS;
85% adotam aplicativos de gestão financeira;
76% usam imagens de satélite e softwares agronômicos;
70% aplicam agricultura de precisão;
61% utilizam drones para monitoramento e pulverização.
A feira também mantém espaços voltados à inovação e inclusão:
Agrishow Labs, que conecta startups a produtores;
Agrishow Pra Elas, iniciativa que fortalece o protagonismo feminino no agro.

FENAGRA 2026 projeta crescimento de 50% no número de expositores
A feira internacional da agroindustria será realizada de 12 a 14 de maio de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
A Feira Internacional da Agroindústria reúne seis grandes eventos voltados aos setores de nutrição animal e humana, incluindo biodiesel, frigoríficos, pet food, aqua feed, óleos, gorduras vegetais, grãos e derivados. Ao todo, serão realizados 11 congressos e seminários paralelos.
Resultados e expectativas
Em 2025, a feira movimentou cerca de R$ 900 milhões em negócios (+10%).
Público aproximado de 10 mil visitantes.
Participação de 230 expositores de 17 países.
Edição 2026 já está 80% comercializada.
Expectativa de crescimento de 50% no número de expositores em relação a 2025.

Produtor de Santa Cruz do Rio Pardo amplia área irrigada para 800 hectares e investe em telemetria
A cidade de Santa Cruz do Rio Pardo, destaque entre os 100 municípios mais ricos do agro brasileiro segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, tem na produção de grãos um dos pilares da economia. Soja e milho representam cerca de 39,43% do valor adicionado ao PIB municipal.
Nesse cenário, a Romalure Agrícola transformou a irrigação em estratégia central para garantir estabilidade produtiva. Atualmente, a empresa cultiva 3.600 hectares, sendo 800 hectares irrigados com 16 pivôs centrais, 15 deles da Valley, integrados ao sistema de telemetria AgSense.
Irrigação como estratégia
- A aposta começou em 2014, com a instalação do primeiro pivô da região.
- Hoje, o sistema garante maior previsibilidade e estabilidade produtiva.
- Segundo a Embrapa Milho e Sorgo, no estudo “Agricultura irrigada por pivôs centrais no Brasil em 2024”, São Paulo ocupa o 4º lugar nacional em área irrigada por pivô central, com 247 mil hectares.
Gestão baseada em dados
Com a telemetria, todos os pivôs são monitorados em tempo real via celular ou computador, permitindo:
- Controle de pressão e vazão;
- Monitoramento climático e da umidade do solo;
- Alertas de falhas operacionais;
- Prevenção contra furtos.
Além da irrigação conectada, a empresa investiu em armazenagem e comercialização próprias, fortalecendo a verticalização e reduzindo riscos diante da volatilidade do mercado.
Com soja, milho, feijão, trigo e sorgo no portfólio, a estratégia agora é crescer com eficiência. A meta é ampliar a área irrigada de forma planejada, priorizando produtividade e segurança na gestão.

