O 2º Levantamento do Índice Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa), em Uberaba, aponta para 2,36% de incidência do mosquito no Município. O levantamento, feito pelo Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias, via Seção de Controle de Endemias, é de maio.
Segundo a Secretaria de Saúde, o resultado aponta para queda na classificação de risco de possível epidemia de dengue, se comparado com o levantamento do início do ano, que registrou índice de infestação de 6,7%.
Os dados deste 2º LIRAa indicam uma redução de 4,34% em comparação com o levantamento anterior, o que demonstra a efetividade do trabalho realizado pelos agentes de combate a endemias. O segundo levantamento do ano não registrava um índice tão baixo desde 2014. Já comparando os dados do 1º semestre, o percentual verificado este ano é o menor desde 2016.
Conforme estipula o Ministério da Saúde, os níveis são avaliados seguindo os critérios: de 0 a 0,9%, o município está em Baixo Risco para uma provável epidemia de dengue; de 1,0 a 3,9% em Médio Risco (Alerta); e acima de 4,0% em Alto Risco. A Seção de Controle de Endemias trabalha agora nas ações que deverão ser reforçadas para o controle vetorial do Aedes aegypti em Uberaba, principalmente nas regiões de maior risco.
Os bairros com maiores índices no LIRAa são: Jardim Santa Clara (14,29%), São Cristóvão (11,76%), Jardim São Bento (11,11%), Res. Tancredo Neves (10,34%), Recreio dos Bandeirantes (9,80%), Pontal (8,70%), Moradas Uberaba (8,70%), Pacaembu (8,33%), Antônio Caiado (8,33%), Cássio Rezende (7,14%), Jockey Park (6,67%), Morada das Fontes (6,52%), Jardim Uberaba (6,20%), Vila Planalto (6%), Jardim Induberaba (5,66%), Parque do Mirante (5,36%), Copacabana (5,26%), Calixto Cecílio (5,17%), Alfredo Freire (5,04%), Res. Damha 2 (5%), Parque das Américas (4,97%), Res. Jardim Califórnia (4,76%), Santa Marta (4,67%), São Vicente (4,60%), Res. Estados Unidos (4,55%), Amoroso Costa (4,55%), Parque dos Girassóis (4,35%), Res. Uberaba 1 (4,29%), Orlando Costa Teles (4,24%), Fabrício (4,08%), Res. Mário Franco (4%), Cidade Jardim (4%).
A maior incidência de focos segue sendo nos depósitos móveis, como vaso de planta, pratos, frascos com plantas, bebedouros de animais, fontes ornamentais, objetos religiosos/rituais; em depósitos fixos como calha, laje, ralos, sanitários em desuso, tanque de depósitos de obras dentre outros; e ainda os focos são encontrados em poças de água em muitos lixos como sacolas plásticas, garrafas vazias, casca de ovo, caixa de leite, ferro-velho, recicladoras e entulhos. Importante ainda ficar de olho em caixa d’água, tanque de água, tambor, tonel, tanque, poço, cisterna, pneus, e em depósitos naturais como buracos em árvores, bromélias, casca de coqueiro seca, carapaças e restos de animais.
A Diretoria de Vigilância em Saúde reforça que o trabalho das equipes é contínuo no combate às arboviroses. “Atuamos de forma permanente para evitar a proliferação do Aedes aegypti, com mutirões de controle realizados constantemente nos bairros com maiores índices. Já reforçamos nossa equipe de agentes de combate a endemias para intensificar as ações focais e estamos sempre atuando com campanhas de conscientização. Mas é fundamental o apoio da população tendo em vista que a maioria dos focos é encontrada dentro das residências”, destacou o diretor Matheus Assumpção.

