Uberaba -MG – Imagem arquivo
A terceira edição do ano do Circuito Viva o Centro será no sábado, 2 de maio, no Parque Fernando Costa, que no período recebe a 91ª ExpoZebu. O percurso, que se inicia às 9h, terá como ponto de partida o Museu do Zebu, e propõe uma experiência de leitura histórica e cultural que articula diferentes dimensões da vida urbana de Uberaba, da produção e da ciência à convivência, ao lazer e à construção de identidades coletivas.
A atividade ocorre em formato de visita guiada, com momentos de exposição e observação orientada ao longo do percurso. O Projeto Viva o Centro é desenvolvido de forma interinstitucional, com atuação conjunta do Arquivo Público de Uberaba (APU), da Fundação Cultural de Uberaba (FCU) e da Secretaria Municipal de Planejamento (Seplan), integrando ações de memória, cultura e leitura do espaço urbano.
De acordo com o superintendente do APU, José Rodrigues de Resende Filho, ao propor um circuito no Parque Fernando Costa, o projeto convida a população a reconhecer, no mesmo espaço, as múltiplas camadas que constituem Uberaba: trabalho, ciência, convivência, lazer e memória.
Segundo ele, mais do que sede da ExpoZebu e espaço vinculado à atuação da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), o parque também é um lugar de encontros, circulação, entretenimento e sociabilidade, profundamente integrado à experiência cotidiana da cidade. “O Parque Fernando Costa é um dos espaços mais representativos da formação histórica, econômica e social da cidade”, afiança.
O circuito abordará a trajetória da pecuária zebuína e sua importância para a projeção de Uberaba em escala nacional e internacional, mas sem perder de vista que esse processo se entrelaça com práticas sociais, com a ocupação do espaço urbano e com a construção de uma identidade que ultrapassa o campo econômico, alcançando dimensões culturais e simbólicas mais amplas.
Conforme José Resende, a proposta reforça o conceito central do Projeto Viva o Centro, que entende a cidade como uma rede de centralidades culturais e históricas, distribuídas pelo território e conectadas por experiências, trajetos e narrativas. Ao vivenciar esses espaços, o participante amplia sua percepção sobre a cidade, fortalece o sentimento de pertencimento e reconhece a memória urbana como parte de sua própria trajetória.
“O Parque Fernando Costa é um espaço onde Uberaba se revela em diferentes dimensões ao mesmo tempo. Ali estão presentes o trabalho, a ciência, a convivência e a memória. Compreender esse lugar é compreender, em grande medida, a própria cidade e a forma como ela se construiu historicamente”, finalizou José Resende.

