Melhorias na prestação de serviços por parte da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) aos municípios da Amvale (Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Rio Grande). Essa foi a principal pauta da reunião entre prefeitas, prefeitos, secretários municipais e representantes da companhia, na manhã desta quarta-feira (25), na Sala de Reuniões/R1, do Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba.
O encontro, liderado pela presidente da Amvale e prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, e coordenado pela secretária executiva da entidade, Vanessa Silva Faria, foi marcado pelo pedido de mais agilidade para resolver a falta de energia elétrica.
A Cemig atendeu ao chamado da Amvale e enviou como representante a gerente de Relacionamento com Clientes, Pollyana Jeruza de Faria. Na oportunidade, a empresa expôs o plano de novos investimentos na região, até 2027.
Chefes de Executivos presentes explanaram sobre a indignação das suas comunidades, quando falta eletricidade, e alegaram que as reclamações recaem sobre eles e os vereadores, que não podem solucioná-las. Entre os tópicos abordados pelos prefeitos: os problemas de picos de energia que têm gerado prejuízos a empresários do município.
A prefeita Elisa Araújo agradeceu a presença da representante da Cemig e disse esperar que as medidas firmadas neste momento sejam tomadas para a melhor qualidade de serviço para a população. “O objetivo da reunião foi levantarmos todas as necessidades da região, apresenta-las à Cemig, ouvirmos as tratativas dentro desses pedidos e as soluções que serão geradas pela empresa”, disse a presidente da Amvale.
Quanto a apresentação do plano de investimentos que contempla a região, a prefeita Elisa Araújo destacou tratar-se de “um valor significativo de recursos e de mais infraestrutura no setor energético”. Observou que os problemas de abastecimento de energia elétrica são enfrentados “há muitos anos” e reconhece a necessidade de prazo para resolver a situação.
“Nós prefeitos também estamos preocupados com esses impactos decorrentes dos problemas que acontecem nas cidades, principalmente ligados ao fornecimento de energia elétrica para os munícipes”, acentuou.
De acordo com Pollyana Jeruza de Faria, a finalidade é resolver as pendências de fornecimento de energia aos municípios. Além disso, aproximar a Cemig dos prefeitos, por exemplo, através de encontros como esse promovido pela Amvale, é uma oportunidade em que os participantes puderam conversar e ter um diálogo franco com a empresa, para resolver questões que interessam a todos.
“Trouxemos informações muito relevantes sobre os investimentos que estão sendo feitos no sistema elétrico, incluindo ações para prevenir ocorrências. Saímos do encontro com os prefeitos com deliberações quanto aos pontos principais que provocam religamentos (piques), sobre os quais temos que atuar de forma imediata. Nossa demanda é tratar pontualmente e dar um retorno aos prefeitos”, argumentou Pollyana.
Segundo ela, a Cemig investirá cerca de R$ 18 bilhões nos próximos cinco anos e parte significativa na área da Amvale, com novas subestações e outras ampliadas, bem como o reforço de redes e linhas de distribuição, para melhorar os níveis de qualidade, a médio e longo prazo.
A Cemig contou, ainda, com as presenças do agente de Relacionamento, Hudson Elvis; do analista de Relacionamento, Valter Hugo, e do engenheiro de Planejamento, Blunio Elias, a quem coube detalhar o plano de investimentos realizados e previstos em obras de expansão e melhorias nas redes de média e baixa tensão, nos municípios da região em que foram investidos R$ 6,52 milhões, entre 2018 e 2022, e, agora, a previsão de R$ 52,69 milhões, entre 2023/2027.
Deverão ser entregues, no período compreendido entre o primeiro semestre de 2024 e o segundo semestre de 2025, quatro novas subestações nos municípios de Uberaba, Planura, Nova Ponte e Fronteira. Serão investidos mais R$ 161,5 milhões, o que irá proporcionar um acréscimo de 33% na potência energética distribuída, incluindo fornecimento das áreas rurais.
O programa de investimentos para a região ainda contempla ampliações das subestações de Sacramento e Itapagipe. No atual exercício, a Cemig aplicou mais de R$ 6,7 milhões em manutenção preventiva.

