O Governo Municipal, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu na quarta-feira (9), uma mesa-redonda sobre “A importância do fluxo de atendimento dos casos de violência contra a mulher para o desenvolvimento de políticas públicas”. Realizada no anfiteatro do Centro Administrativo, a palestra teve como público-alvo os servidores das Unidades de Saúde do Município, contando com a presença da equipe de enfermagem, psicólogos, agentes comunitários, entre outros.
A mesa-redonda foi formada pela chefe da seção de Vigilância em Agravos, Isabella Lacerda Rodrigues da Cunha; pela psicóloga da Atenção Especializada, que atua nas UPAs gerenciando e promovendo serviços da Psicossocial, Viviane de Almeida Cobo; pela diretora de Atenção Psicossocial, Sandra Pimenta; e pela referência técnica do programa Pró-Viver Mulher no Caism, Daniela Silveira, com a mediação da chefe do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Larissa Bandeira de Mello Barbosa.
Essa é mais uma ação que integra a programação da Secretaria de Saúde pelo Dia Internacional da Mulher. Logo no início do evento foram apresentados os dados de notificações registrados junto ao setor de Epidemiologia de Uberaba. Em 2021, foram notificadas 360 fichas de violência contra a mulher, e neste ano, os números parciais de notificações registradas, até o momento, chegam a 28 fichas. Ao longo do debate, foram levantadas diversas questões sobre o atendimento da rede de saúde, para que toda a equipe fique atenta para identificar os sinais de violência que a paciente possa estar sofrendo.
Ao longo do debate foi reforçada a importância do preenchimento da ficha de notificação de violência. “A notificação é fundamental, pois através dela nós conseguimos os subsídios. Com o preenchimento completo da ficha, podemos identificar os pontos principais do público que está sofrendo violência e, assim, prestar o apoio que ele necessita”, pontuou Isabella Lacerda.
A psicóloga da Atenção Especializada, Viviane Cobo, disse que a rede precisa ficar atenta às minúcias. “Às vezes, a mulher frequenta o serviço de saúde, traz problemas de ansiedade, humor deprimido e quando temos escuta qualificada, mais minuciosa, a gente detecta algum tipo de violência. É muito importante o profissional de saúde saber da obrigatoriedade da denúncia e da notificação à autoridade policial, para que possa dar algum acompanhamento a essa mulher. Isso para que ela não chegue a ser uma paciente da UPA em situação mais agravada”.
A Secretaria agora se prepara para organizar um treinamento, que deve ocorrer em junho, sobre o preenchimento da ficha de notificação de violência contra a mulher e outros agravos, como a tentativa de autoextermínio.

