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Saúde notifica fornecedores por falta de medicamentos na assistência farmacêutica

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O Governo Municipal notifica fornecedores de medicamentos devido à falta de itens nas unidades da rede de assistência farmacêutica de Uberaba. Fornecedores já notificados estão solicitando prorrogação do prazo de entrega estabelecido em contrato e justificam os atrasos devido à dificuldade dos laboratórios brasileiros em receber o princípio ativo estrangeiro para a produção dos remédios.

É o que informa o Departamento de Assistência de Farmácia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Conforme relatório do departamento de 02 de maio/2022, 24 itens estão em falta, sendo que sete deles aguardam entrega dos fornecedores que são das atas estaduais realizadas pela Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais.

Em 18 de março deste ano, o setor de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Saúde encaminhou documentos para notificações de atrasos relativos às compras empenhadas, envolvendo três empresas. Duas delas apresentaram pedido de extensão do prazo para entrega e essa demanda foi encaminhada para análise da Seção de Abastecimento Farmacêutico. Uma terceira empresa deve ser penalizada por não apresentar justificativa.

“Após o período pandêmico, a importação dos princípios ativos tornou-se um grande problema devido ao aumento da cotação do dólar, elevação do consumo e da demanda com diminuição da produção por alguns países”, informou a farmacêutica especialista em saúde da SMS, Gabriela Vizzotto.

Os itens em falta são: Amoxicilina suspensão, Amoxicilina+ Clavulanato suspensão, Dipirona comprimido, Fenobarbital comprimido, Loratadina xarope, Prednisolona solução e Sinvastatina 20mg comprimido. “Entre esses, estão medicamentos receitados pelos médicos a pacientes com Covid, ou sintomas gripais, por exemplo, comprometendo o tratamento de milhares de pacientes, que podem ter que comprar os remédios das farmácias privadas onde ainda são encontrados”, informou a farmacêutica.

O Departamento de Assistência de Farmácia informa que no momento são realizados processos licitatórios para a compra de medicamentos para suprir itens em falta. Pregões eletrônicos estão em andamento, todos em fase de finalização, a maioria em processo de homologação e assinaturas de contrato.

Programação de compras – “Houve aumento do consumo de medicamentos em 2021 e o quantitativo da programação de compras realizadas para esses itens não foi suficiente. Novos processos licitatórios não foram concluídos a tempo para substituir os contratos sem saldos, ocasionando o desabastecimento de alguns itens nas farmácias municipais”, completou Vizzotto.

A SMS está empenhada, segundo ela, em agilizar a finalização dos pregões eletrônicos e a regularização dos estoques na Seção de Abastecimento Farmacêutico. Alguns itens desses processos já restaram desertos ou fracassados, conforme dificuldades relatadas pelos fornecedores.

“O aumento do consumo de medicamentos nos municípios está relacionado, na maioria, a psicotrópicos como antidepressivos, ansiolíticos e controladores de humor. Observou-se aumento expressivo durante a pandemia. Houve também grande procura nas farmácias públicas devido a questões socioeconômicas, sendo pessoas que antes não utilizavam o Sistema Único de Saúde. As unidades da Farmácia Básica estão abastecidas por aproximadamente 85% dos itens padronizados na Relação Municipal de Medicamentos Essenciais (Remume)”, completou Gabriela.

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