Uberaba -MG – Imagem ilustrativa
Foi lançada durante a sessão plenária desta quinta-feira (4), na Câmara Municipal de Uberaba, a campanha Laço Branco, que tem como objetivo mobilizar os homens pelo fim da violência contra as mulheres. A convite do presidente da Casa, vereador Ismar Marão, participaram da sessão o secretário de Desenvolvimento Social, Ernani Neri, a adjunta, Anna Maia Jampaulo, a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres de Uberaba, Fernanda Mendes, além de servidores do Centro Integrado da Mulher (CIM).
Durante a fala na tribuna, o secretário de Desenvolvimento Social enfatizou a importância da conscientização dos homens. “A Campanha Laço Branco existe porque o mundo inteiro já entendeu que nós homens precisamos liderar o fim da violência contra as mulheres que, majoritariamente, parte de nós mesmos. E quando olhamos para a realidade, entendemos o tamanho do desafio”, destacou.
O secretário destacou o trabalho desenvolvido pela Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres. Além disso, chamou a atenção para o trabalho do CIM, que oferece acolhimento psicossocial, orientação jurídica, atendimento humanizado, acesso a vale-transporte gratuito e benefícios eventuais. Somente este ano, foram 796 atendimentos.
Neste ano, de acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Uberaba já registrou 8 casos de feminicídio, sendo 5 tentados e 3 consumados. Já a Polícia Civil contabilizou 872 ocorrências até junho.
“Quando esses números ganham rosto, um rosto que poderia ser da nossa filha, nossa mãe, irmã ou parceira, a violência deixa de ser estatística. Ela se torna pessoal”, completou Neri.
A secretária adjunta, Anna Maia, chamou a atenção para o trabalho desenvolvido pelo município para proteger as mulheres. As ações, segundo ela, acontecem não apenas durante campanhas, mas de forma contínua para proteger e esclarecer. Anna também reforçou que o enfrentamento à violência contra a mulher tem que ser dos homens. “Com esse engajamento, podemos sonhar com uma geração diferente, onde o respeito prevaleça desde a infância até a vida adulta. Estamos aqui para evitar que pessoas não consigam pensar num futuro que não haja dor”, disse.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Fernanda Mendes, destacou o trabalho desenvolvido pela Coordenadoria. Neste ano, foram ministradas 192 palestras, além de reuniões e articulações com a rede de atendimento às mulheres, empresas públicas e privadas, escolas, institutos, ONGs, órgãos de segurança pública, entre outros. “Neste mês, iniciamos um grupo reflexivo com homens dentro do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (Caps AD), para que os homens que ainda não são autores de violência, reflitam sobre o machismo e todas as questões da violência contra a mulher”, completou.
A Campanha do Laço Branco surgiu após um ataque ocorrido em 1989, no Canadá, quando 14 mulheres foram assassinadas por um homem motivado por ódio de gênero. Diante da tragédia, um grupo de homens criou o laço branco como símbolo de repúdio à violência contra as mulheres e de compromisso com a mudança de comportamento masculino.
Desde então, a campanha representa o empenho dos homens em não cometer, não tolerar e não se calar diante de qualquer forma de violência. O movimento incentiva os homens a assumirem um papel ativo na transformação de atitudes, no fortalecimento do respeito e na promoção da igualdade de gênero, contribuindo para ambientes mais seguros e justos para todas as mulheres.

