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A Secretaria de Planejamento (Seplan) da Prefeitura de Uberaba participou, nesta quarta-feira, 27, de mais uma audiência pública para debater a revisão do Plano Diretor do município. O encontro, na Câmara Municipal, reuniu representantes do poder público, entidades e sociedade civil organizada para discutir os principais pontos da proposta que deve nortear o desenvolvimento da cidade na próxima década.
Durante a apresentação, a secretária de Planejamento, Fúlvia Mendes, destacou a importância histórica da revisão da legislação urbana, considerada uma das mais relevantes e complexas da administração pública municipal.
“Essa revisão estava atrasada há mais de 10 anos. A cidade mudou, a realidade urbana evoluiu e as práticas de planejamento também precisaram evoluir”, afirmou.
Segundo a secretária, a nova minuta do Plano Diretor 2026 foi elaborada ao longo de quatro anos por equipe técnica multidisciplinar da Seplan, com apoio de consultorias especializadas e ampla participação popular.
O processo envolveu audiências públicas, oficinas comunitárias, reuniões técnicas e mais de 2 mil questionários aplicados à população. Além disso, foram produzidos mais de 600 mapas técnicos e diagnósticos territoriais para subsidiar a elaboração da proposta.
Entre os principais eixos apresentados durante a audiência estão o controle da dispersão urbana, a valorização do crescimento inteligente, a proteção ambiental e combate às mudanças climáticas, o fortalecimento do Geoparque, o incentivo ao associativismo e ao desenvolvimento econômico, além da modernização da gestão urbana.
Fúlvia Mendes também ressaltou que o processo de construção coletiva permitiu incorporar contribuições importantes da sociedade civil, como o eixo do associativismo, proposto pela Associação para o Desenvolvimento de Uberaba (Adub), e a implantação do Parque do Rio Uberaba, sugestão apresentada pela Aurea – Arquitetos e Urbanistas Reunidos e Associados.
Durante a audiência, a secretária esclareceu ainda aspectos técnicos relacionados ao papel do Plano Diretor e à aplicação dos instrumentos urbanísticos previstos na legislação. Ela ponderou que nem todas as propostas apresentadas podem ser incorporadas ao texto do Plano Diretor, especialmente aquelas relacionadas a metas rígidas e quantitativas.
“O Plano Diretor não é um plano de metas operacionais nem uma peça de execução orçamentária. Ele define diretrizes, princípios, instrumentos e estratégias territoriais. Não podemos assumir metas desconectadas da realidade financeira e estrutural do município”, explicou.
Nesse contexto, Fúlvia destacou a importância do GeoUra, plataforma tecnológica prevista na proposta para modernizar a gestão urbana por meio da integração de dados e indicadores territoriais. “A gente precisa primeiro conhecer a nossa realidade. O GeoUra permitirá unificar dados e mapear indicadores para compreendermos o cenário da cidade e, a partir disso, construir metas viáveis alinhadas aos planos setoriais e à capacidade orçamentária do município”, explicou.
Ao encerrar sua participação, a secretária reforçou o caráter estratégico da revisão do Plano Diretor para o futuro de Uberaba: “Uberaba merece um plano moderno, inteligente e preparado para os desafios da cidade contemporânea. Estamos construindo diretrizes importantes para as próximas gerações”.

