Uberabenses são presos durante a operação “Cerco Fechado”

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Foto: Divulgação

Estabelecimentos-alvo também foram fiscalizados no município

A maior operação realizada na história de Minas Gerais foi desencadeada por diversas forças de segurança do estado e segue sem prazo para finalizar. Uberaba teve alvos apurados durante os trabalhos.

Conforme informações apuradas pela Folha Uberaba, a ação foi a maior de repressão e combate às facções criminosas da história do estado e teve um efetivo de quase 3 mil agentes de segurança pública.

O trabalho foi realizado pelas Forças de Segurança do Estado, Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF), em uma ação integrada.

Segundo o governador Mateus Simões, nesse primeiro momento o objetivo foi alcançado: “é uma operação estruturada de longo prazo, que tem como objetivo garantir que, em Minas Gerais, não haja domínio de território e para que a presença das facções seja asfixiada financeira e fisicamente pela presença da polícia na rua. Não estamos falando de uma operação de busca de alvos, ainda que esse tipo de resultado também seja trazido durante as ações dos militares”, enfatizou Simões.

As forças de segurança estaduais e federais atuaram de forma integrada em 26 territórios de seis municípios mineiros: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Manhuaçu, Uberlândia, Uberaba e Teófilo Otoni, somando um efetivo total de 2.980 profissionais nas ruas, e os trabalhos continuam.

Segundo a parcial da operação, 46 pessoas foram detidas, entre elas quatro menores de idade. Dessas, 38 prisões foram ratificadas. Também foram apreendidas nove armas de fogo, 93 munições, maconha, crack, cocaína e R$ 27 mil.

Em Uberaba foram cumpridas ordens judiciais contra várias pessoas envolvidas com o mundo do crime, sendo que drogas, eletroeletrônicos e outros materiais foram apreendidos, além de estabelecimentos comerciais com suspeita de desmanche que também foram alvos e fiscalizados.

A iniciativa teve apoio do Ministério Público e do Tribunal de Justiça do Estado, que contabilizaram 73 mandados de busca e apreensão, sendo 46 em Belo Horizonte e 27 no interior. Houve, ainda, operações em dez unidades prisionais, das quais 914 celas foram revistadas, com a apreensão de 53 celulares e 907 unidades de drogas das mais variadas.

A operação Cerco Fechado é resultado do trabalho integrado das forças de segurança estaduais e federais, que atuam com participação ativa de representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), além da PF e PRF.

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