Versão de testemunhas complica situação de comerciante que matou jovem no Abadia

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Após as primeiras informações repassadas de que o jovem de 20 anos, que foi baleado após invadir uma loja na avenida Prudente de Morais, teria tentado assaltar o local, outras informações divulgadas pela polícia militar contrariam essa versão.

Segundo testemunhas, o jovem teria ido até a loja e exigido que o comerciante devolvesse uma correntinha que estava com ele e a vítima alegava ser de sua propriedade.

Segundo apurado pela Folha Uberaba, a PM foi acionada e compareceu na tarde desta quinta feira, 13, no local, onde a vítima estava sendo atendida por equipe do SAMU e dizia que o comerciante, de 33 anos, havia atirado nele e que sentia dores no quadril.

A vítima não apresentava sangramento e foi encaminhada à UPA do São Benedito, ali acabou vindo a morrer, sendo constatado um ferimento na região da nuca, sem orifício de saída.

Testemunha relatou que, estava em sua loja, em frente a loja invadida pela vítima, quando o rapaz entrou correndo e a segurou dizendo que havia sido baleado, a testemunha se desvencilhou dele e correu para a rua, nesse momento o comerciante entrou na loja atrás da vítima e ela ouviu outros disparos que, segundo ela, pareciam ser de revólver.

A perícia encontrou apenas um projétil na loja onde a vítima foi primeiro.
A esposa do autor relatou que, estava em sua loja quando a vítima, de posse de uma faca, entrou no local e gesticulando com a arma branca próxima ao peito de seu esposo repetia: “me dá a correntinha, a correntinha é minha”.

A mulher disse não saber há quanto tempo seu marido possuía a correntinha ou a origem.
Funcionarias jogaram uma bobina de papel sobre o jovem e após isso, ele e o proprietário da loja saíram correndo para a rua e ela ouviu os disparos. A mulher disse que não sabia que o autor estava armado.

Outra testemunha disse que, na quarta e na terça-feira, a vítima havia passado na porta da loja e questionado o autor sobre a corrente, ao que o comerciante teria dito que o rapaz “era louco” e ele não sabia do que ele falava, que a correntinha não era roubada.

O pai da vítima contou à polícia que um irmão do autor foi à sua casa há cerca de três meses e disse que fora buscar uma corrente de prata pertencente a seu filho e que isso era de conhecimento e com a autorização dele.

O homem entregou a corrente ao irmão do autor, porém, quando seu filho chegou, ficou contrariado e disse que não era para ter entregado. O homem disse que pediu ao filho que deixasse pra lá, com o que ele não concordou.

Outras testemunhas confirmaram a versão do pai da vítima e disseram que, quando a vítima procurou o irmão do autor para reaver a correntinha, esse disse que já havia passado para frente.

Segundo imagens, o autor correu cerca de 150 metros atrás da vítima e em seguida, evadiu em uma motocicleta que pegou emprestada.
O autor segue sendo procurado pela polícia.

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