Uberaba -MG -Imagem arquivo
O projeto Viva o Centro inicia a programação de 2026 no próximo sábado, 7 de março, às 9h, com uma edição especial no Arquivo Público de Uberaba, integrando as comemorações do aniversário do município.
Com o tema “Aniversário de Uberaba: Memória, História e Arquivo Público”, a atividade abre o calendário anual e inaugura uma ampliação conceitual do projeto: o “Centro” deixa de ser compreendido apenas como localização geográfica e passa a ser entendido como uma centralidade histórica e cultural.
O projeto ocorre em parceria pela Superintendência do Arquivo Público de Uberaba (APU), Fundação Cultural e Secretaria Municipal de Planejamento. Segundo o superintendente do APU, José Rodrigues de Resende Filho, tradicionalmente o centro urbano é associado ao núcleo físico da cidade, ou seja, espaço de comércio, circulação e concentração institucional. O “Viva o Centro 2026”, porém, propõe uma mudança de perspectiva: o que define uma centralidade não é apenas o ponto no mapa, mas sua densidade histórica, simbólica, social e identitária.
Essa reformulação representa, de acordo com o superintendente, um amadurecimento institucional do projeto.
“O centro de uma cidade não é apenas um lugar no mapa. Ele é onde a memória se organiza, onde a história deixa marcas e onde a sociedade reconhece a si mesma. Quando ampliamos o conceito de centro, deixamos de falar apenas de geografia e passamos a falar de identidade. Uberaba tem várias centralidades históricas e culturais, e o ‘Viva o Centro’ quer justamente revelar essa rede de memórias que sustenta a cidade, ressaltou o superintendente.”
Durante a visita ao Arquivo, os participantes poderão conhecer documentos fundacionais de grande importância, incluindo o ato oficial de D. João VI que autorizou a criação da Freguesia de Santo Antônio e São Sebastião de Uberaba, marco administrativo que estrutura a memória oficial da cidade.
Ao longo de 2026, o projeto contará com circuitos temáticos, abordando diferentes centralidades da cidade: da memória institucional à religiosidade, da pecuária à paleontologia, dos bairros históricos ao centro urbano tradicional.
A proposta é ocupar os espaços históricos de forma qualificada, promover vivência direta do território e estimular a curiosidade histórica como instrumento de pertencimento e cidadania. O Arquivo Público está localizado na Praça Doutor José Pereira Rebouças, 650, na Praça da Mogiana.

