Fraudes online cresceram 5% em 2022; como se proteger?

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O número de fraudes online cresce a cada ano. De acordo com um estudo da ClearSale, apenas em 2022 foram 5,6 milhões de tentativas, um aumento de quase 5% se comparado aos valores mostrados em 2021 e totalizando quase R$ 5,8 bilhões em ações fraudulentas.

Com um mercado que em breve fica aquecido com as vendas de Dia das Mães, Dia dos Namorados e outros períodos celebrativos, a HostGator, empresa especializada em domínios e hospedagem de site, separou algumas dicas para ajudar a minimizar essas ações tanto para quem cria páginas online quanto para usuários em geral. 

1 – Apostar em múltiplos domínios

A primeira dica vai para aqueles que estão pensando em criar sites, e é trabalhar com múltiplos domínios.

Com o registro de múltiplos domínios, são mais baixas as chances de uma pessoa mal-intencionada criar um clone de um site, já que o controle das várias extensões (como .net, .com e .com.br, por exemplo) ficam sob o comando de uma única empresa ou pessoa.

“Ao implementar múltiplos domínios em seu negócio online, você aumenta a segurança ao consolidar a presença digital da sua marca, dificultando ataques de phishing e typosquatting. Essa estratégia previne a exploração de variações no nome do domínio, evitando que pessoas mal-intencionadas registrem URLs similares e criem sites fraudulentos para enganar os usuários, protegendo as informações sensíveis e garantindo a integridade das transações realizadas em teu site/negócio.”, explica Igor de Andrade, especialista em segurança digital da HostGator. 

2 – Investir em certificados de segurança

Outra forma de garantir que os usuários vão ter uma experiência confiável é investindo em certificados de segurança, como o SSL. Eles são a garantia de que a página corresponde aos critérios necessários de defesa e está protegida contra qualquer tipo de ameaça.

“O uso de um certificado SSL no seu site é essencial, pois garante a criptografia de dados transmitidos entre o navegador do usuário e o servidor, protegendo informações sensíveis e confirmando a identidade do seu site. Além disso, o uso do SSL aumenta a confiança do usuário, melhora o posicionamento nos mecanismos de busca e contribui para a conformidade com regulamentações e padrões de segurança. Portanto, utilizar um certificado SSL é fundamental para fortalecer ainda mais a segurança do negócio”, complementou Andrade.

3 – Ter ferramentas anti-spam

Quando os e-mails possuem ferramentas anti-spam, o sistema faz varreduras para tentar encontrar eventuais vulnerabilidades e corrigi-las. Dessa forma, as chances de os usuários de sites serem pegos em tentativas de fraudes ou golpes também diminui.

“Ferramentas anti-spam são fundamentais para evitar incidentes de segurança através de e-mail. Hoje em dia o maior vetor de ataques cibernéticos para roubo de dados ainda é o e-mail, segundo grandes pesquisadores e blogs focados em segurança”, diz o especialista em segurança da HostGator.

Quais foram os golpes mais comuns em 2022?

Ainda que os sites busquem formas de proteger os clientes contra tentativas de fraudes dos mais variados tipos, os compradores também devem ficar atentos a algumas formas comuns de ataque na rede.

Um levantamento feito pela OLX em parceria com a AllowMe revelou que os golpes mais comuns no último ano foram os seguintes:

  • Compra Confirmada (65%): modelo em que o fraudador cria um comprovante falso com todos os dados da vítima, fazendo-a acreditar que o dinheiro já está na conta e entregando o produto negociado;
  • Falso Anúncio (30%): a pessoa mal-intencionada cria um anúncio falso para um produto, geralmente com um valor bem mais baixo que o praticado no mercado – levando muitos compradores a acreditarem se tratar de uma oferta real;
  • Roubo de Dados (6%): aqui é geralmente criada uma página oferecendo algo que não existe, com o único propósito de roubar os dados das vítimas.

“Ao realizar um negócio, esteja atento aos detalhes, seja crítico e sempre desconfie. Também é importante validar comprovantes com seu banco/operador de cartão, desconfiar de preços baixos e fora da realidade e evitar canais de pagamentos sem garantias do retorno do dinheiro por meio de marketplace ou similares. Outro ponto é procurar sempre lojas com credibilidade e ficar de olho no ReclameAqui para encontrar lojas de procedência”, conclui Andrade.

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