Ao longo do contrato, a expectativa é de uma economia de R$ 20 milhões.
A Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) migrará para um novo modelo de negócios, visando a redução dos custos operacionais da energia elétrica. A partir de junho, a Codau iniciará a compra da energia no Ambiente de Contratação Livre (ACL) e pretende alcançar uma economia de R$ 20 milhões ao longo de cinco anos.
Neste ACL, o cliente tem o poder de escolher seu fornecedor de energia, o que equivale à portabilidade da sua conta de eletricidade. Neste plano de negócios, tanto o fornecedor quanto o comprador negociam as condições de contratação do produto. Diferentemente do mercado cativo, onde a energia é contratada via distribuidoras, com tarifas de consumo reguladas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). E no ACL, as negociações são livres, por isso, a Codau aderiu a ele com o objetivo de alcançar uma redução significativa nos custos de insumo.
No caso da Companhia, o acordo prevê a vigência do contrato por cinco anos, podendo ser renovado sucessivamente. “A opção da Companhia por esta nova modalidade de compra é resultante de uma negociação com a própria Cemig. As condições acordadas representaram a melhor oferta para a Codau, pois são formatadas para as empresas públicas, enquadradas nas regras deste negócio”, explicou o diretor de Saneamento, Paulo José Stival Coelho. Ele ressaltou que este contrato começou a ser negociado somente neste momento, pois, até então, a autarquia se encaixava nas regras do Governo Federal para recebimento de descontos de 15% na sua conta. O benefício era concedido apenas no mercado cativo para as empresas brasileiras de saneamento, mas a validade do desconto já foi encerrada pela Aneel.
“Temos uma previsibilidade na fatura de energia e as condições que estão em aprovação viabilizarão uma economia prevista de cerca de R$ 20 milhões, ao longo dos cinco primeiros anos. Inicialmente, estamos planejando a compra de energia livre para 11 instalações da Codau, atendidas em 13,8 quilovolts (kV), com carga que chega a 8,5 mil quilowatts (kW). O contrato com a Cemig prevê aquisição da energia de fonte incentivada e é pioneiro em Minas Gerais para empresas de saneamento”, explicou o presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho.

