Coluna Professor Gugu

Professor, Historiador e Jornalista – GUSTAVO VAZ SILVA

A VITÓRIA DE LULA: O QUE ESTÁ EM JOGO FOI DECIDIDO NAS URNAS

Publicidade

A disputa acirrada que acompanhamos ao longo que essa coluna chegou a comentar no dia 24 de outubro de 2026. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito com 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Mais do que uma simples vitória eleitoral, o resultado representa a confirmação de um projeto que aposta na valorização do Estado, na educação pública e na soberania nacional. Lula, em seu discurso de vitória, foi enfático ao afirmar que “este país não é quintal de ninguém”, numa clara referência às interferências externas que marcaram o pleito e que estão “ensaiando” dar continuidade (apenas frenesi de derrota) A vitória, a quarta dele em uma eleição presidencial, consolida um capítulo importante da história política brasileira e encerra um ciclo de tensão que pairou sobre o país desde o primeiro turno.

A QUEDA DA ABSTENÇÃO: O ELEITOR COMPARECEU!

Um dos fatores decisivos para a virada de Lula no segundo turno foi a redução significativa da abstenção. Enquanto no primeiro turno mais de 33 milhões de eleitores deixaram de votar, no segundo turno esse número caiu para cerca de 30,5 milhões, representando pouco mais de 19% do eleitorado — o menor índice em vinte anos. A campanha petista mirou justamente nos ausentes do primeiro turno, e a estratégia funcionou: quase três milhões de pessoas a mais compareceram às urnas, contrariando o padrão histórico de aumento da abstenção em segundos turnos. A mobilização de idosos, que mesmo com dificuldades de locomoção fizeram questão de votar, tornou-se um símbolo dessa eleição. Fica a reflexão: quando o eleitor entende que seu voto faz diferença, a democracia sai fortalecida. “Eu acredito é na rapaziada” – Gonzaguinha!

O QUE ESTÁ EM JOGO É A DEMOCRACIA! SIMPLES ASSIM!

Publicidade

Se a vitória de Lula foi confirmada pelas urnas, a reação do candidato derrotado expôs uma fratura que vai além da disputa eleitoral. Flávio Bolsonaro recusou-se a reconhecer o resultado, alegou fraude sem apresentar provas e chegou a se declarar “verdadeiro presidente eleito” em carta publicada nas redes sociais (vozes de sua cabeça). O próprio presidente do PL, Valdemar Costa Neto, admitiu publicamente que não gostou da carta e que o partido não tem provas de irregularidades. Enquanto aliados como Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes reafirmaram respeito ao sistema eleitoral, Flávio insistiu em um discurso que contraria não apenas o resultado das urnas, mas a própria institucionalidade. O que está em jogo, neste ponto, não é mais uma disputa partidária: é a confiança nas instituições e o respeito à vontade popular. A democracia não se sustenta apenas com vitórias; sustenta-se, sobretudo, com a aceitação das derrotas.

Uma pergunta! Quando o mesmo foi eleito, houve irregularidades?

 

A FUGA PARA OS ESTADOS UNIDOS: O QUE ESTÁ EM JOGO É A RESPONSABILIDADE

O desfecho da trajetória de Flávio Bolsonaro após a derrota foi, no mínimo, revelador (ou do tamanho dele). Descumprindo ordem do Supremo Tribunal Federal que o proibia de deixar o país e exigia a entrega de seus passaportes, o senador partiu em um jatinho particular, atravessou a fronteira com a Argentina e chegou aos Estados Unidos na última quarta-feira. A viagem, feita com a esposa e as filhas, contrariou a própria promessa que ele havia feito em vídeo dias antes, quando garantiu que não deixaria o Brasil. Em solo americano, publicou carta em que agradece a Donald Trump e ao povo americano pela acolhida, enquanto ataca o STF e alega perseguição política. Fica a pergunta que não quer calar: o que está em jogo quando um candidato derrotado prefere o exílio à prestação de contas? A resposta, infelizmente, parece óbvia demais para ser dita em poucas linhas.

A ELEIÇÃO ACABOU, MAS O EFEITO CONTINUA EM NOSSA TERRINHA DE UBERABA.

O resultado da eleição presidencial saiu. Lula venceu. Mas nas análises feitas tecnicamente desta semana, o que merece destaque é o que veio depois da eleição. O mapa de votos de Uberaba mostra que a cidade em si está dividida — Flávio Bolsonaro liderou em 13 bairros, Lula liderou em outros 13, o Centro foi o melhor desempenho de Flávio, com quase 65% dos votos, enquanto os bairros adjacentes foi o reduto de Lula, com mais de 73%. Independentemente de posição, o dado por si só diz uma coisa: Uberaba não é território de ninguém, é uma colcha de retalhos de muitas vozes.

O QUE SIGNIFICA ISSO PARA UBERABA?

Para nós, aqui em Uberaba (nossa terrinha), a política nacional chega sempre com um eco local. O caso da briga política que terminou em agressão e apreensão de arma no sábado, véspera da eleição, já foi noticiado nos portais da cidade. É o tipo de coisa que não deveria acontecer, mas aconteceu — e serve de lembrete de que a temperatura política, mesmo depois das urnas fechadas, não baixa sozinha. Fora os bate-boca na CMU, divulgação de Fake News (notícias falsas) por parte de alguns membros da política local enfim […] Vamos seguir em frente e novamente “viva a democracia”!

EDUCAÇÃO: O QUE ESTÁ EM JOGO NA ALFABETIZAÇÃO DE UBERABA

A Secretaria de Educação (Semed) promoveu, nesta semana, o encontro “De Ponto a Ponta”, dedicado à apresentação da minuta da Política Municipal de Alfabetização (PMALFA). A atividade ocorreu no Centro de Inovação de Uberaba, no Parque Tecnológico, e contou com coordenadores pedagógicos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental de toda a rede municipal, além da equipe técnica da secretaria. A apresentação foi conduzida pelo secretário adjunto de Educação, Alexanndre Lennon, e teve a participação da equipe técnica dos departamentos infantil e fundamental. Foi um momento de conhecimento e troca de ideias referente a este tema tão importante para nossa educação municipal.

UBERABA E POLÍTICA: O QUE ESTÁ EM JOGO DEPOIS DAS URNAS?

Do lado institucional, a Câmara e a Prefeitura seguem seus respectivos cursos. A semana não trouxe grandes novidades no Legislativo municipal além do que já foi noticiado em nossa terrinha, mas a expectativa agora é ver como a nova configuração de forças em Brasília vai refletir nos repasses e nas pautas que interessam a Uberaba — saúde, infraestrutura, segurança, educação e cultura.

HORA DE TIRAR AS CAMISETAS DOS TIMES!

Nossa região terá pela frente a tarefa de manter o diálogo aberto, independentemente de coloração partidária. Pensar no futuro de nossa região é maior do que propriamente o “frenesi” de campanha! É hora de cobrar com maturidade, sentar à mesa com quem foi eleito e transformar a energia da disputa em articulação política de verdade. O eleitor uberabense já fez sua parte nas urnas; agora é a vez de trabalhar para que os recursos cheguem, as obras saiam do papel e os serviços cheguem a quem precisa.

Os textos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, a opinião deste veículo”

Professor, Historiador e Jornalista – GUSTAVO VAZ SILVA

Compartilhe este post

Leia também