Previous
Next

Dermatite atópica e bullying: como lidar com esse desafio da melhor maneira?

Compartilhe este post

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp

Jovens acometidos pela doença podem ter na enfermidade um fator gerador de provocações e baixa autoestima. Especialista indica cuidados para minimizar sintomas e ajudar neste momento

Além das lesões e marcas aparentes na pele e da coceira excessiva, pacientes de dermatite atópica (DA) enfrentam, em muitos casos, os reflexos da doença também em sua saúde mental. Na maior parte dos casos, os primeiros sintomas da enfermidade surgem durante os primeiros anos de vida, momento em que geralmente as crianças iniciam sua vida escolar e passam a frequentar ambientes em que o bullying está presente.

Entre 11% e 21% das pessoas sofrem com a DA em todo o mundo, sendo que a faixa etária mais acometida é a infância. Considera-se que 60% dos casos iniciam-se no primeiro ano de vida, principalmente entre três e seis meses de idade, e entre 85% a 90% dos casos até os cinco anos de idade.

Segundo o relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2015, avaliação aplicada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), aproximadamente um em cada dez estudantes brasileiros é vítima frequente de alguma forma de bullying nas escolas. É sabido que qualquer conduta ou aparência que fujam de padrões sociais pré-estabelecidos de beleza e comportamento é um dos principais motivos para ações agressivas sistêmicas entre jovens. Neste contexto, as lesões na pele e coceira demasiada, características da DA, podem incidir em constrangimento e baixa autoestima para os acometidos pela doença.

“A dermatite atópica afeta muito mais do que a pele. Se por um lado o estresse pode ser um gatilho, por outro a própria doença em si gera ansiedade. Além disso, é perceptível em alguns casos a ocorrência de bullying com as crianças e jovens pacientes dessa enfermidade, levando o acometido a adotar um comportamento introvertido e querer muitas vezes se esconder e se isolar. O apoio psicológico é parte importante do tratamento da DA”, afirma a dermatologista Paula Ferreira, médica do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e consultora da Libbs Farmacêutica.

A dermatite atópica é uma doença crônica, mas alguns cuidados podem ajudar o paciente a lidar com seus sintomas da melhor maneira possível. O cuidado contínuo com a pele é fundamental para prevenir crises, controlar as manifestações da doença e garantir bem-estar ao acometido pela DA.

“A pele atópica precisa de atenção o tempo todo. Por isso o paciente precisa ficar atento à hidratação: a pele do paciente com dermatite atópica é sempre mais seca. E a pele seca é sempre mais sensível e vulnerável, por isso usar o hidratante apropriado deve ser um hábito diário, mesmo quando pareça que a pele não precisa. É importante a manutenção ativa: medicamentos de uso tópico atuam de forma preventiva, ajudando a evitar as crises. Se, mesmo assim, a crise acontecer, é preciso a intervenção rápida com o medicamento adequado para controlar a exacerbação e ajudar o paciente a recuperar o equilíbrio”, enfatiza a especialista.

Sobre a Libbs Farmacêutica
A Libbs é uma indústria farmacêutica brasileira 100% nacional, que está no mercado há mais de 60 anos e conta com cerca de 2.600 colaboradores. A companhia investe 10% de seu faturamento entre P&D e inovação e comercializa cerca de 90 marcas em mais de 200 apresentações de medicamentos, distribuídos nas seguintes especialidades: cardiovascular, ginecologia, oncologia, dermatologia, respiratória, transplantes e sistema nervoso central. Foi a primeira indústria farmacêutica a implantar o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (rastreabilidade).

Recentemente, inaugurou sua unidade de Biotecnologia, responsável pela produção de medicamentos biológicos indicados para tratar câncer e doenças autoimunes, com tecnologia single-use (produção que utiliza biorreatores com bolsas descartáveis). Por entender que tratar da vida vai além de fabricar medicamentos, a empresa também realiza um trabalho de responsabilidade social corporativa com o apoio a projetos educacionais, culturais e esportivos com foco em saúde, educação e qualidade de vida, sempre vinculados à superação de limitações. O seu propósito é contribuir para que as pessoas alcancem uma vida plena e sua aspiração é ser a farmacêutica brasileira mais admirada do mundo.

Referências:
• Wan J, Takeshita J, Shin DB, Gelfand JM. Mental health impairment among children with atopic dermatitis: A United States population-based cross-sectional study of the 2013-2017 National Health Interview Survey. J Am Acad Dermatol. 2020;82(6):1368-1375.
• Eichenfield LF, Tom WL, Chamlin SL, Feldman SR, Hanifin JM, Simpson EL et al. Guidelines of care for the management of atopic dermatitis Section 1. Diagnosis and assessment of atopic dermatitis. J Am Acad Dermatol. 2014; 70: 338-351.
• Ministério da Educação. Especialistas indicam formas de combate a atos de intimidação [internet]. Brasil [acesso em jun 2021]. Disponível em: https://portal.mec.gov.br/component/tags/tag/34487
• Oliveira Wa, Silva MAI, de Mello FCM, et al. Causas do bullying: resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Rev. Latino-Am. Enfermagem. 2015;23(2):275-82.
• Sociedade Brasileira de Dermatologia. Dermatite Atópica [internet]. [acesso em jun 2021]. Disponível em: https://www.sbd.org.br/dermatologia/pele/doencas-e-problemas/dermatite-atopica/59/

Confira outras notícias: