Cerca de 100 pessoas participaram, nesta quarta-feira (26), do Encontro de Saúde Mental e Envelhecimento no Contexto da Saúde do Trabalhador, que reuniu três eventos tradicionais da cidade: o 7º Fórum de Saúde do Trabalhador, o 7º Encontro de Geriatria e Gerontologia do Triângulo Mineiro e o 6º Encontro de Medicina do Estilo de Vida do Triângulo Mineiro. O evento aconteceu no Anfiteatro Externo A – Ambulatório Maria da Glória.
A ação foi promovida pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), da Secretaria Municipal de Saúde, em parceria com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Participaram representantes de diversos segmentos como comunidade acadêmica, trabalhadores, estudantes, controle social e moradores das zonas urbana e rural.
A programação contou com palestras sobre Saúde Mental no Trabalho, ministrada pela professora e doutora em Enfermagem, Tanyse Galon, e sobre Qualidade de Vida no Trabalho, apresentada pela psicóloga e mestre em Educação, Janete Tranquila Gracioli. Também houve mesa-redonda com o professor e especialista em fisioterapia em gerontologia, Doutor Maycon Sousa Pegorari e a profa. Dra. Isabel Aparecida Porcatti de Walsh. Alunos da UFTM apresentaram trabalhos desenvolvidos na área.
Os participantes ainda contribuíram com a doação de 1 kg de alimento não perecível para o Natal Solidário, organizado pelo Banco de Alimentos da Secretaria de Desenvolvimento Social.
A coordenadora do Cerest, Ednéia Salum, destacou que a integração dos três eventos em uma única programação surgiu da necessidade de ampliar o olhar para um fenômeno intensificado no pós-pandemia: a relação entre saúde mental, envelhecimento e trabalho.
Presente na abertura, o secretário de Desenvolvimento Social, Ernani Neri, reforçou a importância do debate sobre o envelhecimento e alertou para o crescimento da população idosa em Uberaba, que deve chegar a 20% nos próximos anos. Ele pontuou a necessidade de fortalecer políticas integradas entre saúde, desenvolvimento social, habitação e educação, superando a cultura do asilamento e ampliando alternativas como o Centro-Dia para Idosos.
A diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Oliveira, ressaltou a relevância dos fóruns. “Vivemos um momento pós-pandemia que trouxe desafios importantes, especialmente para o trabalhador idoso, que muitas vezes permanece mais tempo no mercado para complementar a renda. Por isso, espaços de diálogo como este são essenciais para refletirmos e buscarmos soluções”, afirmou.

