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Ex-presidente da Funel emite nota oficial sobre sua saída da fundação

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O novo assusta, causa medo. O velho tem sempre o apoio de quem se beneficia dele e de quem teme a novidade por ainda não ter as dimensões claras dos resultados que virão. Quando tentamos fazer algo diferente fantasmas do passado puxam o freio de mão. É a inércia da política que vinha em curso como um leito de rio que teima em não aceitar as mudanças, os aterros, as represas e mesmo as pontes que abrem caminho sobre seus leitos, às vezes, já bastante caudalosos.

Infelizmente o novo, em qualquer gestão pública, sofre com as várias vertentes antigas que nos impedem de avançarmos, de promovermos a modernização das vias democráticas, muito saudáveis para eliminar o obscuro, o que não pode ser transparente e muito menos ético. Essa era a nossa missão para o futuro dos esportes em Uberaba que o passado nos deixou um balanço nem tanto animador, mas não capaz de destruir a esperança de mudança. Foi um tempo de pandemia, com restrições para um programa mais transformador. Não eram atletas ou desportistas amadores circulando pelas dependências da FUNEL, mas cidadãos em busca de imunização com a vacina no braço.

Recebi a notícia de minha exoneração do cargo com a tranquilidade daqueles que sabem que não possuem a eternidade na missão que receberam nem que nasceram no cargo que ocupam transitoriamente, somos passageiros numa administração que só tem uma motorista, ciente dos fatos mais relevantes que nós técnicos podemos supor. Saio do governo com cabeça erguida, de não ter prejudicado nem a cidade nem o propósito que nos uniu para mudar Uberaba. Nossa proposta era de recolocar Uberaba num lugar de destaque na prática do esporte e de buscar projetos que renovassem a formação de excelências e pudesse contribuir com a saúde física e mental de todos. Uma cidade que exportou vários atletas para o mundo.

Eu tinha como objetivo principal introduzir bases de iniciação esportiva em todas unidades escolares do município. As tratativas e o alinhamento com a Educação já estavam garantidos. O fim da pandemia nos levaria também a uma parceria com a Saúde.  O Esporte não anda sem a Educação e Saúde. São atividades integradas, especialmente integradas na Educação. Um campo complementa os outros. Reviver os áureos tempos dos jogos escolares, com ginásios cheios, torcidas apaixonadas e resultados óbvios de sucesso. Mas, o medo do novo, não tão novo, pois baseado em fartas experiências do passado, onde não predominavam apenas interesses de dirigentes de esporte profissional, mas que os abasteciam de um manancial de atletas de excelência, com a atenção voltada para todos os esportes, como uma matriz que se dedicasse do amador ao profissional, isto é, o esporte como um todo, assusta alguns que só enxergam o imediatismo.

Tentei abrir os novos caminhos e perspectivas, porém, as amarras do velho, da continuidade, do velho leito do rio, já sem abundância dos recursos hídricos, não me permitiram avançar. Vida nova, vida que segue. Aprendi muito nesta fase, principalmente a identificar aqueles que não agregam, ou antes desagregam o futuro.

Obrigado à Prefeita Elisa pela oportunidade. Só tenho a agradecer a experiência vivida.

Obrigado aos servidores que se dedicaram ao máximo.

E um muito obrigado especial aos Professores e demais servidores que, em vista da paralisação das atividades, humildemente foram solidários no apoio as equipes de vacinação, organizando filas, fazendo cadastros, carregando cadeiras.

Edgard Silva Junior

      Professor

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