Funcionário acusado de furto e construtor suspeito de receptação são presos pela PM

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Uberaba -MG – Foto: Divulgação

Materiais adquiridos por meio de golpe foram apreendidos pelos militares

Policiais militares prenderam o funcionário de um depósito de materiais de construção acusado de furto e estelionato após vendas irregulares de materiais do estabelecimento. Um construtor suspeito de receptação também foi detido.

De acordo com informações apuradas pela Folha Uberaba, a primeira prisão foi feita no comércio na Avenida Djalma Castro Alves, no bairro Amoroso Costa, onde os policiais militares da 41ª Companhia compareceram após solicitações de uma empresária. Ela relatou que identificou incongruências no sistema da empresa relacionadas à emissão de notas de vendas e orçamentos. A mulher relatou que um dos vendedores estava gerando notas fiscais de venda, imprimindo-as e entregando-as ao responsável pela entrega dos materiais, mas, posteriormente, ele cancelava as vendas no sistema e deixava somente o registro como orçamento. A vítima relatou que tais fatos estavam vinculados a um vendedor e que as vendas eram direcionadas especificamente a um “cliente” que era construtor. Ela solicitou ao contador da empresa um relatório detalhado das operações realizadas entre o vendedor e o cliente e, durante a verificação, foi constatado que diversas notas não estavam sendo devidamente registradas no nome da empresa, embora os materiais tivessem saído do estabelecimento e sido entregues, deixando prejuízo de mais de R$ 14 mil. A empresária relatou que, momentos antes da solicitação, identificou mais uma operação suspeita, sendo feito o orçamento e entrega de materiais no valor de R$ 1.959, referente a 30 sacos de cimento e 30 sacos de cal que foram entregues em uma residência no bairro Jardim Colibri. Os policiais militares fizeram contato com o vendedor e, ao ser questionado, ele confirmou que, ao longo do mês, realizou diversas vendas de materiais para o construtor e que cancelava as notas no sistema para que a proprietária não tomasse conhecimento sobre o crime e que recebia diretamente os valores por meio de Pix O homem contou ainda que, na presente data, gerou uma nota no valor de R$ 1.959 e recebeu um pix de R$ 2 mil referente à entrega, e que tinha intenção de devolver os valores da empresa posteriormente de forma parcelada. Então os policiais foram até o imóvel na Rua Professor Minervino Cesarino, no bairro Colibri, local da entrega, e encontraram com os funcionários da empresa descarregando materiais para o construtor que foi abordado. Ao ser questionado, ele relatou que estava pagando R$ 26 por cada saco de cimento, sendo que na loja o valor era R$ 37, e pagava ainda R$ 16 pelo saco de carro, e o valor da nota era R$ 27. Ele foi perguntado sobre a diferença de valor e falou que não se atentou e que o principal motivo da compra era o preço reduzido e que desconhecia qualquer irregularidade praticada pelo colaborador da empresa. O vendedor acusado de furto e estelionato, e a construtora acusada de receptação foram presos em flagrante, levados até a delegacia de Polícia Civil e apresentados à autoridade policial de plantão.

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