Índice Nacional de Consumo dos supermercados brasileiros cresce 4,06% em 2021

Ovo, carne e feijão foram os produtos que mais tiveram aumento de preço no quadrimestre de 2021

Os supermercados brasileiros encerraram o primeiro quadrimestre de 2021 com uma crescimento de 4,06% no Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros (INC), que mede a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços das despesas habituais de famílias com nível de renda situado entre 1 e 33 salários mínimos mensais. O crescimento está dentro da projeção da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que estima anualmente um crescimento de 4,05% no INC.

“A pandemia trouxe um impacto positivo nas vendas no sentido que as pessoas passaram a ficar mais em casa e, consequentemente, consumindo produtos do supermercado. Bares e restaurantes ficaram fechados em alguns momentos, o que também aumentou as vendas dos supermercados”, explicou o vice-presidente institucional e administrativo da Abras, Márcio Milan.

A Abras apresentou uma série de dados em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10). Os números mostram também que se comparando somente o mês de abril, de 2020 para 2021, houve um crescimento de 2,77% no INC, mas se compararmos abril de 2021 com março do mesmo ano houve uma queda de -4,82%. Não foram divulgados números absolutos.

Ovo, carne e feijão foram os produtos que mais tiveram aumento de preço no quadrimestre de 2021

Os dados mostraram também que os produtos que tiveram as maiores altas de preços no quadrimestre deste ano foram o ovo (11,43%), a carne dianteiro (6,32%), o feijão (5,02%) e a carne traseiro (2,47%). Em contrapartida, os produtos que tiveram maior queda nos preços foram o pernil (- 8,91%), leite longa vida (- 4,46%) e óleo de soja (-3,60%).

“O que vemos observando é que o próprio consumidor já está substituindo os produtos mais caros por outros mais baratos. Antes mesmo de ir às compras ele já faz uma pesquisa para não pesar no bolso. Os supermercados também fazem algumas promoções”, explica Milan.

Os dados mostram ainda os produtos que tiveram o maior aumento de preço no ano. A soja aumentou 88,2%, o arroz 64,3%, a carne dianteiro 40,1% e a carne traseiro 34,9%. Segundo a Abras, para os próximos dias há ainda expectativa de melhoria no setor com a 1ª parcela de pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas que vai injetar R$ 25,3 bilhões na economia e a liberação do primeiro lote de restituição do imposto de renda no valor de R$ 6 bilhões.


 Fonte: O Tempo

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