Imagem ilustrativa
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Seds), por meio do Departamento de Vigilância Socioassistencial (DVSA), concluiu o Diagnóstico Anual 2025 do Centro de Referência da Mulher (CRM), documento que reúne e analisa exclusivamente os dados das notificações de violência contra a mulher registradas ao longo do ano passado, não contemplando a totalidade dos atendimentos realizados pelo CRM. O documento também auxilia a Seds a subsidiar o planejamento de ações estratégicas, fortalecer a rede de proteção e aprimorar as políticas públicas voltadas ao atendimento das mulheres no município.
O relatório apresenta informações sobre o perfil das mulheres com violência notificada, a distribuição territorial dos casos, os tipos de violência identificados e os atendimentos realizados pelo CRM. Também traz análises comparativas com os dados de 2024 e recomendações para qualificar as ações de prevenção, acolhimento e acompanhamento das usuárias da rede socioassistencial.
De acordo com o estudo, o CRM realizou aproximadamente 1.041 atendimentos a 721 mulheres. Desse total, foram registradas 387 notificações de violência contra a mulher em 2025. As mulheres entre 30 e 59 anos representaram a maior parcela dos registros, com 245 notificações, o equivalente a 63% do total. O levantamento também identificou que 50% das mulheres com violência notificada eram negras (pretas e pardas).
A análise territorial apontou maior concentração de notificações nos territórios de abrangência dos CRAS Boa Vista, Vila Paulista, Tutunas e Décio Moreira, informações que auxiliam na definição de estratégias de prevenção e fortalecimento da rede de proteção nos diferentes bairros da cidade.
Segundo a chefe do Departamento de Vigilância Socioassistencial da Seds, Vânia Guarato, o diagnóstico representa uma importante ferramenta para a qualificação do trabalho desenvolvido pela rede de proteção.
“Mais do que apresentar números, este levantamento nos permite compreender melhor a realidade das mulheres atendidas, identificar territórios e grupos que demandam maior atenção e orientar decisões baseadas em evidências. O monitoramento contínuo fortalece a capacidade de planejamento da rede e contribui para que os serviços sejam cada vez mais efetivos”, destacou.
A secretária municipal de Desenvolvimento Social, Anna Maia Jampaulo, ressaltou que a produção e análise de dados são fundamentais para o aprimoramento das políticas públicas voltadas às mulheres.
“Conhecer a realidade do município é essencial para que possamos planejar ações cada vez mais assertivas. Este levantamento fortalece a construção de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, amplia a capacidade de resposta da rede de atendimento e contribui para que os investimentos e esforços sejam direcionados onde há maior necessidade”, afirmou.
O documento foi elaborado pelo Departamento de Vigilância Socioassistencial em parceria com o Centro de Referência da Mulher e contou ainda com a colaboração do Laboratório de Cartografia e Geoprocessamento da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), que auxiliou com a produção de mapas de calor contendo as localidades com maior número de mulheres com violência notificada. A iniciativa integra o processo permanente de monitoramento e avaliação desenvolvido pela Seds, com foco no fortalecimento das ações de proteção social e garantia de direitos.
O diagnóstico também apresenta recomendações para o aprimoramento dos registros, ampliação das análises territoriais e aperfeiçoamento dos fluxos de atendimento, contribuindo para o fortalecimento da rede municipal de proteção às mulheres.
O material está disponível na página da Seds, dentro do Portal da Prefeitura de Uberaba, e pode ser acessado por meio do link: https://portal.uberaba.mg.gov.br/secretaria_paginas/303/1.

