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O MPMG, com apoio do GAECO, deflagrou a operação “Meu PIX, Seu Voto”, que resultou no oferecimento de denúncia criminal contra um vereador e seis eleitores, e no pedido de afastamento cautelar do cargo do parlamentar, por suposto esquema de compra e venda de votos nas eleições municipais de 2024, em Conceição das Alagoas.
Segundo o MPMG, por meio da 1ª Promotoria de Justiça, a operação “Meu Pix, seu Voto” apurou um esquema de corrupção eleitoral supostamente praticado pelo vereador M.G.B.S., conhecido como “Bocão”, com a participação de outros cinco eleitores denunciados. Diante da gravidade dos fatos, a Promotoria Eleitoral também requereu o afastamento cautelar do vereador do exercício do cargo.
A apuração contou com quebra de sigilo de dados telefônicos e apoio técnico do GAECO, o que permitiu identificar tratativas relacionadas à suposta compra de votos. Conforme narrado pelo Ministério Público Eleitoral, o vereador M.G.B.S., conhecido como “Bocão”, então candidato à reeleição em 2024, teria oferecido dinheiro, realizado transferências via PIX, fornecido bens e custeado despesas de eleitores em troca de votos e apoio político, valendo-se, em parte, da intermediação de um terceiro já falecido
As provas reunidas na investigação incluem conversas extraídas de aparelho celular, áudios, mensagens e registros de transferências bancárias.
A interceptação de dados no WhatsApp demonstrou que as compras de votos incluíam pagamentos por PIX, ajuda para despesas pessoais, conserto de som automotivo e até fornecimento de latas de tinta e caixas de cerveja.
A denúncia foi apresentada à Justiça Eleitoral da 82ª Zona Eleitoral, em Conceição das Alagoas/MG. Se condenado pelas compras de votos, o vereador poderá cumprir pena de até 20 anos de reclusão, além de perder o cargo. Os eleitores denunciados por venderem o voto, por sua vez, poderão receber pena de até 4 anos de reclusão.
Novas linhas de investigações serão realizadas na Cidade para apurar outros eventuais casos de compra e venda de votos ocorridos durante as eleições de 2024 no Município, podendo ser investigados e punidos todos os eleitores que venderam seus votos e parlamentares que compraram apoio político.
Em manifestação institucional, o Promotor de Justiça responsável pelo caso reafirmou o compromisso do Ministério Público com a lisura do processo eleitoral a tolerância zero com a Corrupção.

