Filho de Fernando Sabino e presidente do instituto que leva o nome do escritor, jornalista e editor mineiro, Bernardo Sabino foi recebido pela secretária de Educação de Uberaba, professora Sidnéia Zafalon e a diretora de Ensino da Pasta, Luciana Gouvêa, nesta quinta-feira (12).
Na pauta, a apresentação do projeto “Encontro Marcado com Fernando Sabino”, que tem o objetivo de incentivar a leitura nas escolas. Segundo Bernardo, o projeto já percorreu 90 cidades de Minas Gerais, inclusive Uberaba, atingindo um total de mais de um milhão de alunos e alunas.
A segunda etapa do projeto, que tem o respaldo da Lei de Incentivo à Cultura (antiga Lei Rouanet), será lançada em 17 de agosto, em Belo Horizonte. Na semana seguinte, dia 25, Bernardo vai inaugurar, em Uberaba, a filial regional do Instituto Fernando Sabino, espaço que visa contribuir com a cultura local e regional, com reflexos também na educação, turismo, meio ambiente e economia criativa.
Situada na praça Santa Terezinha, a Casa de Cultura dos Sabinos terá coordenação regional de Milo Sabino, sobrinho do escritor e atual presidente interino do Teatro Experimental de Uberaba – Augusto César Vanucci (TEU).
Na visita à Educação, Bernardo estava acompanhado de Milo e do chefe da Seção de Planejamento e Políticas Públicas da Fundação Cultural de Uberaba – Professor Antônio Carlos Marques, Carlos Perez.
Quem foi Fernando Sabino? – Nascido em Belo Horizonte (1923-2004), aos 15 anos já escrevia para periódicos e, em 1941, trabalhava como redator na Folha de Minas, na capital do Estado. Nesse mesmo ano, publicou seu primeiro livro: “Os grilos não cantam mais”.
Em 1944, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde escreveu para o Correio da Manhã. Seu maior sucesso, o romance “O encontro marcado”, foi publicado em 1956. Fernando Sabino fez parte da terceira fase do modernismo brasileiro (ou pós-modernismo), e suas obras apresentam o anticonvencionalismo dessa geração, além de questões existenciais e diálogo interior.
Ganhador dos prêmios Jabuti e Machado de Assis, Fernando Sabino é autor de crônicas inovadoras e bem-humoradas, que falam sobre os desconcertos do cotidiano urbano com lirismo e sensibilidade aos dilemas humanos.
