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Secretário de saúde e absolvido no caso dos fura filas das vacinas

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Por Mozart Jr.

Após uma exaustiva sessão, que durou mais de 13 horas, começando na tarde de ontem e avançando até a madrugada desta terça-feira 28, o secretário de saúde Sétimo Boscolo, conseguiu uma grande vitória na Câmara Municipal de Uberaba e acabou absolvido das acusações que pesavam sobre ele no episódio dos fura filas das vacinas.
Com 18 votos a favor e apenas três contra, Sétimo foi inocentado, assim sendo, o processo é arquivado e o secretário pode permanecer na pasta.
O clima ficou pesado durante a manifestação dos edis, alguns optaram pela tecnicidade e abordaram em suas falas, exclusivamente o tema da reunião, outras optaram por discursos mais inflamados e pediram a substituição do secretário, alguns, mesmo votando a favor de sua absolvição.


Também houve insatisfação manifestada por integrantes da CEI que investigou o caso no início do ano e se sentiram incomodados com a fala de alguns colegas, que criticaram o trabalho daquela comissão. O vereador Luizinho Kanecão foi o mais enfático em sua manifestação, mostrando profunda indignação com a fala de alguns colegas.


Outro ponto que chamou atenção foi que, entre os três votos contrários a absolvição do secretário, entre os ex-integrantes da CEI, esteve apenas o do relator da CEI, professor Wander, a época criticado por excluir a prefeita Elisa Araújo das acusações, os outros dois vereadores que votaram contra, China e Túlio Micheli, optaram por discursos inflamados e que colocaram em questão, outros problemas da pasta e não apenas o objeto da comissão, tendo pedido a saída do secretário.
Mesmo entre os que votaram pela absolvição, seguindo o parecer técnico da comissão processante, houve quem pedisse a substituição do secretário por entender que, apesar da ausência de culpa no caso específico, o trabalho dele deixa a desejar no conjunto da obra.


Com discurso que focou exclusivamente no objeto da CPP, o vereador Celso Neto declarou que não havia embasamento para a condenação do secretário, não deixando de ressaltar que isso não significa que o trabalho da pasta esteja sendo levado em caráter de excelência.
Em sua fala, o advogado do secretário, Edgard Xavier, declarou que o secretário assumiu a pasta em um momento caótico e não houve tempo hábil para que ele colocasse em prática suas ideias e reorganizasse o processo já iniciado de vacinação, negou que tenha ocorrido omissão e disse que isso ficou provado na peça apresentada pela defesa.


O secretário por sua vez, declarou ter sido “condenado prematuramente pela CEI” , disse ter feito o possível para realizar o melhor trabalho possível no momento mais agudo da crise gerada pela pandemia.
Agora resta saber se, com os discursos lacradores de alguns vereadores vistos essa madrugada, o secretário terá paz para permanecer a frente da pasta mais importante do executivo nesse momento.

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