Avançam as discussões em torno do projeto Mãos Dadas

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O projeto Mãos Dadas foi tema de mais uma reunião, nesta terça-feira (6), capitaneada pela secretária de Educação, professora Sidnéia Zafalon e a superintendente regional de Ensino, Vânia Célia Ferreira, com apoio dos vereadores da Comissão de Educação da Câmara, Luciene Fachinelli (presidente) e Celso Neto (relator), anfitriões dessa última rodada de conversa, no plenário do Legislativo.

O presidente da Câmara, vereador Ismar Marão, também participou do encontro. O projeto do Governo de Minas visa a absorção, pelo Município, de estudantes do 1º ao 5º ano, atualmente atendidos pela rede estadual.

Em Uberaba, quatro escolas estaduais são chamadas exclusivas, pois atendem apenas alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental: Dom Eduardo, Miguel Laterza, Fidélis Reis e o Grupo Brasil, que reúnem 2.000 alunos, de um total de 6.000 distribuídos em outras 24 escolas estaduais com turmas do 1º ao 5º ano.

Além dos vereadores da Comissão de Educação, a secretária Sidnéia já reuniu-se com o Sindicato dos Educadores do Município (Sindemu) e a Associação dos Gestores das Escolas Municipais (Agemu). Ontem, antes do encontro no plenário, a secretária recebeu as diretoras das quatro escolas exclusivas do Estado.

As gestoras também participaram da reunião na Câmara, assim como o Sindemu, por meio do presidente Bruno Ferreira, o SindUte (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais) e o SSPMU (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Uberaba), representados, respectivamente, pela presidente Maria Helena Gabriel e o presidente Marinho Pereira, entre outras lideranças sindicais.

O Conselho Municipal de Educação encaminhou representante à reunião, que contou ainda com a presença do deputado estadual Heli Andrade, que num rápido pronunciamento – pois tinha outra agenda a cumprir –, defendeu uma ampla discussão com a comunidade escolar sobre o projeto.

“Tanto a Sidnéia quanto a Vânia estão dando toda abertura para discutirmos esse projeto”, afirmou o vereador Celso Neto, que sugeriu ao SindUte e às gestoras que elenquem dúvidas e sugestões para serem trazidas numa próxima reunião.

O SindUte já manifestou-se totalmente contrário ao projeto. Vânia Célia reforçou que a municipalização está prevista desde 1996 e que o Estado está oferecendo contrapartida aos municípios que aderirem ao projeto. Ainda segundo ela, independentemente da decisão, a tendência é que o estado continue fechando gradativamente as turmas de 1º ao 5º ano.

Segundo Sidnéia, sendo efetivada a absorção pelo Município, o processo se dará de forma gradual até 2025. “Hoje não temos condições de absorver todos alunos de uma vez. Vamos fazer sem atropelos, com planejamento”, assegurou a titular da Semed, que foi à reunião acompanhada da secretária adjunta de Educação, Cristiana Borges, e da diretora de Apoio à Educação Básica, Maria Inez Pucci de Martino Prata.

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