Uberaba -MG – Foto: Divulgação
Cerca de 60 profissionais da saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos, participaram na manhã desta quinta-feira, 30, de uma capacitação sobre vírus respiratórios e arboviroses (dengue, zika, chikungunya e febre amarela), em Uberaba.
O encontro, no anfiteatro do Hospital Regional José Alencar, foi promovido pelas Diretorias de Vigilância em Saúde e de Atenção à Saúde, por meio dos setores de Vigilância Epidemiológica e Atenção.
A capacitação foi conduzida pela infectologista Danielle Borges Maciel e pelas enfermeiras Zélia Carolina Alves de Freitas Braga e Marta Stefane de Oliveira Martins Madeira, que abordaram aspectos relacionados às doenças, manejo clínico, medicações e fluxos de atendimento.
A diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Oliveira, fez um balanço positivo da capacitação e destacou a importância da qualificação contínua das equipes. “A capacitação sobre vírus respiratórios foi realizada em razão do período sazonal, momento em que há aumento significativo da circulação desses agentes. Nesse contexto, é fundamental que a equipe esteja devidamente preparada para atender à demanda, acolher os pacientes de forma adequada e adotar medidas oportunas, contribuindo para a redução do risco de agravamento e de evolução desfavorável dos casos”, afirmou.
Sobre as arboviroses, a diretora ressaltou que, apesar da redução de notificações, o cenário ainda exige atenção. “No que se refere à capacitação em arboviroses, embora o ano corrente apresente uma redução no número de notificações em comparação aos anos anteriores, o município permanece em estado de alerta. Tal cenário exige a manutenção da vigilância ativa e da qualificação contínua dos profissionais, visando à identificação precoce, manejo adequado e prevenção de possíveis surtos”, completou.
Durante a capacitação, a infectologista Danielle Borges Maciel destacou o aumento sazonal das doenças respiratórias. “Como estamos no outono e nos aproximamos do inverno, com a queda das temperaturas, há aumento da circulação dos vírus respiratórios entre nós. Ressaltamos a importância da imunização para Influenza e Covid-19, disponíveis nas unidades de saúde, principalmente para os grupos prioritários, que apresentam maior risco de complicações, internações e até mesmo óbito. Lembramos que a vacina não confere imunização imediata, podendo levar de duas a seis semanas para garantir proteção”, explicou.
A especialista também ressaltou que os efeitos colaterais das vacinas são, em geral, leves. “Os efeitos adversos não são frequentes e, quando ocorrem, costumam ser leves, principalmente no local da aplicação, com dor e edema, que podem ser aliviados com compressa morna e analgésicos. A imunização ainda é a principal forma de evitar casos graves, internações e óbitos por doenças respiratórias”, completou.

