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Acidez Urbana por François Ramos & Leilane Vieto

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O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), fundado em 1994 e registrado definitivamente em 1995, foi formado por membros ativos da classe trabalhadora, que carregam consigo o programa do socialismo. A sigla se caracteriza por sua forte oposição aos partidos e pautas da direita capitalista. Em Uberaba, apesar da natureza conservadora da cidade, sua participação nas eleições municipais tem sido uma constante nas últimas décadas, o que demonstra perseverança na luta contra o que a organização chama de “ricocracia”. O maior representante desta corrente política em Uberaba? O advogado Adriano Espíndola Cavalheiro (foto), potencial nome do PSTU para disputar a sucessão de Elisa Araújo na Prefeitura de Uberaba. Ele é o entrevistado da Coluna “Acidez Urbana!” de hoje.

  Foto: Reprodução/facebook.com/adriano.espindola.cavalheiro1


François Ramos (FR) – Fale um pouco de você. Quem é Adriano Espíndola Cavalheiro?
Adriano Espíndola (AE) – Falar sobre si mesmo é sempre um desafio. Sou Adriano Espíndola Cavalheiro Rodrigues, um orgulhoso filho da classe trabalhadora. Sou uma pessoa com trajetória profissional diversificada: Nestes meus 51 anos de vida, atuei como operário sapateiro, vendedor de porta em porta e como corretor de seguros. Estas experiências moldaram meu caráter e definiram o advogado que sou hoje, um defensor dos direitos dos trabalhadores, que faz da advocacia uma arma contra a exploração e opressão. Além disso, como qualquer outra pessoa, sou alguém com qualidades e defeitos. Sou dedicado ao trabalho, aos estudos e à literatura, inclusive, à poesia. Sou também profundamente comprometido com os ideais do meu partido e, acima de tudo, com minha família. Eles são tanto minha fonte de inspiração quanto o foco principal da minha dedicação. Minha esposa, meu filho, meus irmãos e minha mãe, mas também o PSTU, são pilares fundamentais na minha vida, guiando e enriquecendo cada passo que dou.


FR – Em 2000, 2004 e 2008 você foi candidato a prefeito de Uberaba pelo PSTU. Ainda pela mesma sigla, integrou, na condição de candidato a vice-prefeito a chapa encabeçada por Simea Freitas. Ao longo dos anos seu nome se tornou um dos mais lembrados na esquerda uberabense. O seu futuro político já está definido para as eleições municipais que se aproximam?
AE – De fato, minha jornada política é extensa e marcada por diversas candidaturas. Iniciei como candidato a prefeito nos anos de 2000, 2004 e 2008, e mais recentemente, tive a honra de ser o candidato a vice-prefeito na chapa liderada por Simea Freitas. Além destas, participei como candidato em eleições para deputado, vereador e até mesmo suplente de Senador. Minha atuação como advogado, focada em causas trabalhistas e sociais, junto ao meu papel de porta-voz e representante do PSTU, consolidou meu nome como uma das referências na esquerda de Uberaba, ainda que não amado por todos, em especial pelo setor majoritário da esquerda, cuja a perspectiva de atuação é bem diferente daquela do meu partido, vez que acreditamos que o nosso centro não deve ser apenas disputas eleitorais.

Quanto ao meu futuro político, especialmente em relação às próximas eleições municipais, posso afirmar que continuarei ativamente envolvido. Muito provavelmente, assumirei novamente a candidatura a prefeito pelo PSTU, reafirmando nosso compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e com à organização da classe trabalhadora e demais explorados, numa perspectiva de lutar por direitos e contra o sistema que nos oprime e explora, o capitalismo.

FR – Vários partidos já deflagaram suas articulações visando às composições para a sucessão da Prefeita Elisa Araújo, que é candidata à reeleição. Com quem o PSTU pode caminhar junto em 2024? Você diria que a polarização materializada nas eleições presidenciais repercute na definição das prováveis alianças?
AE – A questão da polarização no cenário político brasileiro, frequentemente apontada como uma divisão estrita entre Lula e Bolsonaro, merece uma análise mais profunda. Embora essas figuras representem posições distintas, especialmente em termos de discurso e abordagem de questões sociais e de costumes, é importante destacar que, no núcleo, o projeto econômico subjacente a ambos os governos apresenta continuidade, resumida na submissão do país ao imperialismo e ao tal deus mercado. Isso se evidencia pela migração do Centrão, inicialmente aliado a Bolsonaro, para o apoio ao governo Lula, indicando uma certa fluidez nas alianças políticas que transcende a aparente polarização.

No contexto de Uberaba, a sucessão da prefeita Elisa Araújo traz à tona a complexidade das dinâmicas locais. Elisa, com o respaldo de parte da elite conservadora, enfrenta a competição de figuras como Marcos Montes, etc., que, mesmo que não venham ser candidatos diretos, influenciam o cenário político através de apoiados, como, por exemplo, Tony Carlos. A extrema direita busca espaço nesta disputa, mas creio que ficará à margem, enquanto o PT, e possivelmente o PSOL, alinham-se às candidaturas que recebem o endosso de Lula, sendo Anderson Adauto, atualmente filiado ao PCdoB, um nome destacado neste cenário.

Dentro desse quadro, o PSTU posiciona-se de maneira crítica tanto em relação à gestão atual quanto à elite conservadora e à lógica de alianças que busca eleger figuras alinhadas a interesses específicos do agronegócio e da burguesia. Nossa candidatura emerge como uma alternativa para aqueles descontentes com os rumos políticos atuais, tanto no âmbito municipal quanto no nacional e, ainda, no mais amplo contexto de alianças e apoios. Propomos uma campanha que valorize a independência, focada em reunir ativistas e vozes críticas que se opõem ao status quo, visando a construção de uma proposta política genuinamente representativa dos interesses da classe trabalhadora e dos movimentos sociais, que tenha no enfrentamento ao capital, e, portanto, na luta pelo socialismo, seu norte político.

Portanto, apesar de concorrermos, possivelmente, sem alianças formais, estamos abertos a dialogar e buscar apoios que transcendam as barreiras de nosso partido, sempre com o compromisso de manter nossa integridade ideológica e nosso foco nas necessidades reais do povo pobre de nossa cidade, como uma alternativa a todos os ativistas de esquerda e dos movimentos sociais.

FR – O PSTU é reconhecido como um partido anticapitalista, com pautas extremas, que defende, por exemplo, a irrevogabilidade de direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo da história do Brasil. Esta posição não agrada a muitos, inclusive encontra oposição até mesmo entre os operários. Como vencer essa resistência nas urnas?
AE – O PSTU é frequentemente reconhecido por sua postura anticapitalista, uma característica que, sem dúvida, define parte de nossa identidade. Contudo, é essencial compreender que nossa luta vai além do anticapitalismo. Somos partidários da Revolução Socialista, o que significa que buscamos uma transformação profunda e abrangente da sociedade, que vai além da defesa da irrevogabilidade dos direitos dos trabalhadores conquistados ao longo da história do Brasil.

Nossa visão de Revolução Socialista é fundamentada na certeza de que uma sociedade mais justa e igualitária só pode ser alcançada através de uma mudança estrutural, que questione e reformule as bases sobre as quais o sistema capitalista está construído e não simplesmente disputando eleições ou elegendo nossos membros. Isso inclui não apenas a luta por direitos e melhores condições de trabalho, mas também a busca por uma sociedade onde os recursos e meios de produção sejam coletivamente geridos pela população, garantindo assim que as necessidades de todos sejam atendidas, não apenas os interesses de uma elite econômica como acontece hoje em nossa cidade, estado e país.

Sabemos que essa perspectiva gera resistências, especialmente em um contexto onde a narrativa dominante frequentemente desvaloriza ou distorce o conceito de socialismo. Para superar essa resistência, é que aproveitamos momentos como esse que estamos vivendo, intensificando nossos esforços em educação política, comunicação eficaz e diálogo aberto com os trabalhadores e a população mais necessitada. Precisamos desmistificar o socialismo, apresentando-o não como uma ameaça, mas como uma oportunidade para construir uma sociedade mais justa, equitativa e sustentável.

Acreditamos que, ao fazer isso, não só poderemos vencer a resistência nas urnas, mas também fomentar um movimento robusto que reconheça e se mobilize pela necessidade de uma Revolução Socialista. O desafio é grande, mas a história nos mostra que as transformações mais significativas começam com a coragem de imaginar e lutar por um mundo diferente

Bandeira do PSTU na greve geral contra Temer (MDB) em Brasília, em 24.05.2017
       Foto: Reprodução/pstu.org.br/


FR – Na sua concepção, quais são os principais problemas a serem enfrentados pelo próximo(a) prefeito(a) de Uberaba?
AE – Diante da complexidade e da diversidade dos desafios em nossa cidade, estamos em processo de elaboração de um programa de governo robusto e inclusivo, que partas das reais necessidades daqueles que vivem do trabalho. No entanto, é possível antecipar que alguns dos principais problemas que demandarão atenção imediata do próximo gestor municipal incluem a necessidade de fomentar a geração de empregos e assegurar uma remuneração mais justa para nossos trabalhadores, o que é fundamental para o desenvolvimento econômico sustentável de Uberaba.

Além disso, a saúde pública se apresenta como uma área que requer intervenções urgentes, visando não apenas o aprimoramento dos serviços oferecidos, mas também a garantia de acesso universal e de qualidade. Na educação, nosso foco estará voltado para a ampliação da oferta de vagas e a melhoria da infraestrutura das escolas, bem como para a valorização dos profissionais da área, elementos cruciais para o futuro de nossa juventude.

A segurança pública também merecerá nossa atenção, complementada por ações efetivas de combate à violência, inclusive, a violência policial. Entendemos que a segurança vai além do policiamento, abrangendo políticas sociais que ataquem as raízes dessas questões. O enfrentamento ao racismo, à homofobia e ao machismo, também será prioridade.  

Ademais, é imprescindível apoiar o pequeno e médio comerciante e os pequenos agricultores, bem como fortalecer a agricultura familiar. Essas são vertentes essenciais para a economia local e o bem-estar social, especialmente em contextos de crise. Portanto, nosso compromisso é com um governo que atue de maneira a valorizar a vida das pessoas, em especial as que vivem do trabalho e os setores mais pobres da sociedade.

FR – Na esfera de governo municipal é possível conciliar os interesses dos empresários e da classe trabalhadora em um projeto de desenvolvimento que fomente a inclusão e a igualdade social?
AE – Se uma cidade, o estado ou o país é governado com a perspectiva de distribuir efetivamente as riquezas produzidas na sociedade, ao menos os empreendedores, os pequenos e médios empresários e a maioria da população não se oporão ao governo que defenda essa situação, pois será um governo da maioria contra uma minoria exploradora e sanguessuga. Sei que na prática, um governo assim enfrentaria muitas dificuldades, inclusive, junto à Câmara Municipal. Por isso, defendemos a criação de Conselhos Populares, os quais, efetivamente, por meio de mobilização popular, isto é, com povo na rua, os rumos da cidade vão mudar.

FR – Aos partidos de esquerda, como é o caso do PSTU, têm sido atribuídas a adoção posturas que incentivam a ideologia de gênero e a linguagem neutra nas escolas da educação básica, a sexualização precoce e a homossexualidade de crianças? O que você pensa a respeito disso?
AE – Agradeço a oportunidade de esclarecer este ponto, que frequentemente é envolto em mal-entendidos. Primeiramente, é fundamental esclarecer que o termo ‘ideologia de gênero’ é uma expressão criada e utilizada em certos discursos políticos e não encontra respaldo na academia ou nos movimentos sociais que estudam e defendem os direitos de gênero e sexualidade. O que existe, de fato, é um campo de estudo que busca compreender as questões de gênero, isto é, as construções sociais e culturais que diferenciam homens e mulheres, além de reconhecer a diversidade sexual e de gênero.

Os partidos de esquerda, em geral, defendem a inclusão e o respeito à diversidade, princípios que são, de fato, fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Com o PSTU, não é diferente. Quando falamos em educação, o foco dessas discussões é promover um ambiente de respeito mútuo, combater o preconceito e a discriminação, e garantir que todos se sintam seguros e respeitados, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual.

Quanto à linguagem neutra, trata-se de uma proposta inclusiva que visa reconhecer e respeitar a diversidade de gênero. Não se trata de uma imposição, mas de uma possibilidade de expressão que busca acolher a todos. Ainda que, nós do PSTU, não tenhamos uma posição fechada sobre o tema, particularmente não a vejo como prejudicial.

Sobre a questão da sexualização precoce, é importante diferenciar a educação sexual, que visa informar e proteger as crianças, ensinando-as sobre respeito, limites e consentimento, da sexualização, que é a imposição de comportamentos ou imagens sexuais impróprias. O PSTU defende uma educação sexual adequada à idade, que dê as crianças e jovens conhecimento sobre seus corpos e direitos, promovendo assim sua proteção. Essa é a melhor forma de proteger contra abusadores, infelizmente, tão presente na sociedade. Por fim, a orientação sexual não é algo que possa ser ensinado ou imposto. O reconhecimento e respeito pela homossexualidade ou qualquer outra orientação sexual trata-se de reconhecer a dignidade e os direitos humanos de todos os indivíduos. Portanto, essas críticas frequentemente partem de uma compreensão equivocada ou distorcida desses conceitos e práticas, que, em sua essência, buscam promover a igualdade, o respeito e a inclusão social.

Filme “O som da Liberdade” – produção independente que foi associada pelo bolsonarismo a ideologias e pautas defendidas pela esquerda

        Imagem: Divulgação/Angel Studios


FR – A população de rua está crescendo em Uberaba. Segundo números oficiais, no final do ano passado, já eram quase 300 pessoas nesta condição. Não se pode ter dúvida que este é um problema social que exige a atenção das autoridades públicas. Na sua perspectiva é possível reverter essa situação? Como?
AE – Sem dúvida, o aumento significativo da população em situação de rua em Uberaba é um sintoma alarmante das desigualdades sociais e econômicas presentes em nossa sociedade. Esta situação não apenas reflete as falhas nos sistemas de proteção social, mas também destaca a necessidade urgente de uma abordagem integrada e humanizada por parte das autoridades públicas para reverter esse quadro.

Primeiramente, é fundamental entender que a população em situação de rua não é homogênea; as histórias e necessidades são diversas, envolvendo desde questões de desemprego, problemas de saúde mental, dependência química, até a falta de acesso à moradia digna e a serviços básicos. Portanto, qualquer estratégia para reverter essa situação deve ser multifacetada e personalizada. Uma medida inicial e essencial é a implementação de políticas públicas que garantam o acesso à moradia como um direito básico. Experiências em outras cidades e países mostram que o modelo de ‘Housing First’ (Moradia Primeiro), que oferece moradia permanente sem condições prévias, é eficaz não apenas para tirar as pessoas das ruas, mas também para proporcionar a estabilidade necessária para que possam reconstruir suas vidas.

Além disso, é preciso fortalecer os programas de assistência social e saúde, com foco especial na saúde mental e no tratamento de dependências, garantindo acesso a esses serviços de forma incondicional. Programas de capacitação profissional e de geração de emprego e renda também são fundamentais para oferecer oportunidades reais de reintegração social e econômica. Outro aspecto importante é a criação de mecanismos de participação social, que permitam às pessoas em situação de rua serem ouvidas e participarem ativamente na formulação, implementação e avaliação das políticas públicas destinadas a elas.

Isso garante que as medidas adotadas sejam verdadeiramente adequadas às suas necessidades e realidades. Por fim, mas não menos importante, é essencial promover uma mudança cultural, combatendo o estigma e a discriminação contra as pessoas em situação de rua, educando a sociedade sobre as causas e soluções para essa problemática. Em resumo, a reversão da situação da população em situação de rua em Uberaba é, sim, possível, mas exige um compromisso firme e ações coordenadas de todos os níveis de governo, da sociedade civil e da comunidade em geral, baseadas em respeito, dignidade e na garantia de direitos fundamentais.

FR – Outro grave problema social contemporâneo, que, vale dizer, não é uma exclusividade de Uberaba, é o envelhecimento da população e o crescimento do abandono de idosos. Como a Prefeitura pode tratar essa questão e assegurar qualidade de vida para quem já está na terceira idade?
AE – O envelhecimento da população e o subsequente aumento no abandono de idosos representam desafios complexos que demandam ações integradas e humanizadas. A Prefeitura pode abordar essa questão adotando políticas públicas inclusivas, focadas na qualidade de vida dos idosos. Isso envolve a criação de centros de convivência que promovam a socialização e atividades que estimulem o bem-estar físico e mental. É essencial também investir em serviços de saúde domiciliar, garantindo assistência médica contínua. Além disso, programas de capacitação para cuidadores e familiares podem ser desenvolvidos, visando proporcionar um cuidado mais qualificado e empático. Parcerias com organizações não governamentais e o setor privado podem ampliar o alcance e a efetividade dessas iniciativas, assegurando que os idosos recebam o respeito, a dignidade e o cuidado que merecem.

  Foto: Reprodução/facebook.com/adriano.espindola.cavalheiro1


FR – A revitalização do centro de Uberaba tem sido considerada fundamental para a sobrevivência da vocação comercial naquela região e para a manutenção de empregos e renda. Qual é a sua opinião a respeito, sabendo que, este projeto repercutirá na vida dos muitos vendedores ambulantes, que hoje exploram, por exemplo, o calçadão da rua Artur Machado?
AE – A revitalização do centro de Uberaba é, sem dúvida, um projeto de grande importância para a preservação da identidade comercial da região, além de ser crucial para a manutenção e geração de empregos e renda. Contudo, é fundamental reconhecer que essa renovação deve ser conduzida de maneira inclusiva, assegurando que todos os envolvidos, especialmente os vendedores ambulantes que tanto caracterizam o calçadão da rua Artur Machado, sejam considerados e integrados nesse processo. Esses vendedores não são adversários do progresso; ao contrário, são trabalhadores que enfrentam condições de precariedade e que necessitam de estratégias de apoio eficazes. Eles representam uma parte vital da economia local e, como tal, merecem ser valorizados e incluídos nas discussões e planejamentos da revitalização. Assim, acredito que seja essencial desenvolver políticas que não apenas favoreçam os grandes investidores, mas que também apoiem os pequenos e médios comerciantes, incluindo os ambulantes. Neste contexto, medidas como a oferta de capacitações, a regularização de suas atividades e a criação de espaços designados que permitam a continuidade do seu trabalho de forma organizada e segura são essenciais. Trazer novos camelódromos, por exemplo, ajudaria tais trabalhadores, em especial, se os mesmos forem construídos em áreas de movimento. Além disso, é importante apoio aos pequenos e médios comerciantes, inclusive, com cursos gratuitos de capacitação dos mesmos e de seus empregados, além de ter política de redução de tributos municipais para o comércio local (pequenos e médios comerciantes). Portanto, ao abordar a revitalização do centro, devemos buscar soluções que harmonizem o desenvolvimento econômico com a justiça social, garantindo que o projeto beneficie não as grandes redes de comércio, mas o pequeno e o médio comerciante, que assim como seus empregados, são trabalhadores do comércio.

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