Foto: Divulgação/PMU
A Secretaria Municipal de Saúde, por meio das Diretorias de Vigilância em Saúde e de Atenção à Saúde, promoveu nesta segunda-feira (16) uma capacitação sobre esporotricose voltada a cerca de 100 profissionais da rede municipal. Participaram da atividade agentes comunitários de saúde (ACS), enfermeiros, médicos e técnicos de enfermagem.
A esporotricose é uma zoonose de notificação compulsória causada por fungos do gênero Sporothrix, presentes na natureza. A infecção ocorre principalmente por meio da inoculação do fungo na pele ou nas mucosas, geralmente após traumas provocados por espinhos, palha ou lascas de madeira, contato com vegetais em decomposição ou ainda por arranhaduras e mordeduras de animais doentes, sendo o gato o principal transmissor nos casos registrados.
De acordo com a diretora de Vigilância em Saúde, Fernanda Oliveira, a doença tem aparecido com maior frequência nas notificações, o que reforça a importância da qualificação das equipes.
“A esporotricose é uma micose caracterizada pela presença de lesões na pele. A forma clínica mais frequente apresenta múltiplas lesões em diferentes partes do corpo, tanto em seres humanos quanto em animais, principalmente em gatos. Existe tratamento e cura para a doença, tanto para o animal quanto para a pessoa. Por isso é fundamental procurar uma unidade básica de saúde e também o Departamento de Zoonoses, ao perceber qualquer lesão, evitando que o quadro evolua. O diagnóstico correto e o tratamento adequado salvam vidas”, destacou a diretora.
A capacitação ocorreu nos períodos da manhã e da tarde e contou com palestras ministradas pelas médicas veterinárias do Departamento de Zoonoses da Secretaria de Saúde, Lara Rocha e Ana Teresa de Freitas, além da infectologista Danielle Borges Maciel e das enfermeiras Mariana Miler e Paula Mutão.
Segundo Fernanda Oliveira, a iniciativa busca fortalecer a capacidade de identificação precoce da doença na rede municipal.
“Os profissionais estão diariamente em contato com a população, realizando acolhimentos e acompanhamentos. Por isso, é fundamental ampliar o conhecimento sobre a doença para identificar possíveis casos e encaminhar com mais agilidade para o tratamento adequado”, finalizou.

